quarta-feira, 12 agosto, 2026

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Advogado é preso suspeito de estuprar mulher uruguaia em Itacaré

Da Redação

O advogado Walter Gomes Marques Neto, de 47 anos, foi preso na terça-feira (11), em Itacaré, no sul da Bahia, suspeito de estuprar uma mulher uruguaia, de 55 anos. A prisão ocorreu durante a Operação Malhas da Lei, realizada por equipes da Delegacia Territorial de Itacaré.

Segundo informações do Jornal Correio, o suspeito é baiano e possui registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia e em Sergipe.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher teria sido atraída pelo investigado com uma proposta de trabalho na administração de um camping localizado na comunidade de Matinha, na zona rural de Itacaré.

Em depoimento, a vítima relatou ter sofrido violência sexual em duas ocasiões após chegar ao local. A denúncia levou a Polícia Civil a realizar diligências que resultaram nas medidas judiciais contra o advogado.

Medida cautelar

Além da investigação relacionada à denúncia, Walter Gomes já estava submetido a uma medida cautelar que o impedia de entrar no Fórum de Itacaré.

A determinação havia sido concedida pela Justiça em favor da juíza titular da comarca. O texto original não detalha os motivos que levaram à adoção da medida cautelar.

Após a prisão, o advogado foi encaminhado para uma unidade policial e permanece à disposição da Justiça. A OAB foi oficialmente comunicada sobre a prisão em razão da condição profissional do investigado.

OAB acompanha o caso

Em nota conjunta, a OAB Bahia e a Subseção Ilhéus informaram que acompanham o caso tanto para assegurar as prerrogativas profissionais previstas no Estatuto da Advocacia quanto para apurar uma possível infração ético-disciplinar.

A entidade destacou que o acompanhamento relacionado às prerrogativas profissionais não representa defesa pessoal do investigado nem posicionamento sobre as acusações apresentadas contra ele.

O caso também será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-BA, que fará uma análise independente da investigação criminal.

“Ressalte-se que atuação da Ordem nestes casos é estritamente institucional e se desenvolve nos limites dos regramentos aplicáveis, tanto na dimensão da proteção das prerrogativas profissionais quanto na da responsabilização ética dos inscritos, sem que uma exclua ou condicione a outra”, afirmou a entidade.

Investigação continua

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da denúncia e reunir elementos sobre o caso.

Até o momento, o advogado é tratado como suspeito e as acusações ainda serão apuradas no decorrer da investigação e do processo judicial.

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