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Anovulação atinge até 4% das mulheres. Especialista explica como o problema prejudica a fertilidade da mulher


Publicado em: 15/06/2022 11:08
Por: Redação Bahia Municipios com Agências Foto: Divulgação


Existe uma falsa crença de que quando uma mulher menstrua, ela sempre tem a possibilidade de engravidar. Porém, às vezes, pode ser que apesar de ter esse sangramento todos os meses, a mulher esteja enfrentando um distúrbio chamado anovulação. Entre 3% e 4% das mulheres são diagnosticadas com a doença quando apresentam problemas para engravidar.

Menstruação e ovulação são dois processos diferentes, mas que estão sincronizados e relacionados em diferentes momentos do ciclo ovariano e uterino. Eles coexistem, mas não dependem um do outro para acontecer. A anovulação ocorre quando os ovários de uma mulher são incapazes de liberar um óvulo a qualquer momento durante o ciclo menstrual. E, portanto, como não há ovócitos, a fecundação não pode ocorrer e, consequentemente, gerar um embrião.

“Até 35% das mulheres têm problemas de fertilidade, e a anovulação pode ser uma das causas desse problema. A origem pode ser devido a uma doença crônica ou devido a algo circunstancial, como situações de estresse ou baixo peso, portanto, dependendo da causa, o especialista atuará de maneira personalizada”, explica a Dra. Begoña Martínez, diretora médica do IVI Pamplona (Espanha).

Os principais sintomas associados a esta causa são períodos menstruais muito irregulares – ou a falta deles – ciclos de mais de 35 dias, ausência de alterações no muco cervical, sangramento uterino excessivo e infertilidade. Este último é responsável pela maioria dos diagnósticos. Para identificar uma paciente com anovulação, é necessário um exame físico, um histórico médico exaustivo e exames laboratoriais e de ultrassonografia em diferentes fases do ciclo para verificar se as alterações estão ocorrendo.

As primeiras medidas para resolvê-lo são: normalizar o peso corporal, reduzir a prática de esportes (se for feito em excesso), e corrigir a disfunção de outros órgãos, como rins, fígado ou tireóide.

“Dependendo do resultado dos exames, da complexidade da situação, e do histórico clínico da paciente e do parceiro, será indicada a opção de reprodução assistida mais adequada. Felizmente, esses tratamentos estão disponíveis e permitem que cada vez mais mulheres realizem seus sonhos de ser mães”, acrescenta a especialista.

Normalmente esses tratamentos são feitos através da indução da ovulação (recomendado para mulheres com síndrome dos ovários policísticos), inseminação artificial ou fertilização in vitro. E nos casos de falência ovariana, há sempre a opção de se tornar mãe por meio da doação de óvulos.

 

Sobre o IVI – RMANJ

IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica em Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Desde então, ajudou a criar mais de 250.000 crianças, graças à aplicação das mais recentes tecnologias em Reprodução Assistida. No início de 2017, a IVI fundiu-se com a RMANJ, tornando-se o maior grupo de Reprodução Assistida do mundo. Atualmente são em torno de 80 clínicas em 9 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva. Em 2021, a unidade IVI Salvador completou 11 anos. https://ivi.es/ – http://www.rmanj.com/

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