terça-feira, 28 julho, 2026

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Ansiedade: veja os oito sintomas e saiba quando buscar ajuda

Da Redação

A ansiedade faz parte das reações naturais do organismo diante de situações consideradas ameaçadoras ou estressantes. Em níveis moderados, ela pode ser importante para aumentar o estado de atenção e preparar o corpo para enfrentar desafios. No entanto, quando se torna intensa, persistente e passa a comprometer a rotina, pode indicar um transtorno de saúde mental.

O transtorno de ansiedade é caracterizado por preocupação excessiva, medo constante ou nervosismo intenso em relação a situações específicas ou às atividades do dia a dia. A condição pode se manifestar de diferentes formas, incluindo transtorno de ansiedade generalizada (TAG), ataques de pânico, fobias específicas, transtorno de ansiedade social e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas variam de uma pessoa para outra, mas alguns sinais são mais frequentes. Entre eles estão a preocupação persistente, sensação constante de tensão, nervosismo, irritabilidade e dificuldade para relaxar ou dormir.

Também podem ocorrer palpitações, sudorese, tremores, respiração acelerada, sensação de falta de ar ou sufocamento, tensão muscular, pensamentos negativos recorrentes e o hábito de evitar situações que provoquem ansiedade.

Segundo especialistas, esses sintomas podem prejudicar a convivência social, o desempenho no trabalho, na escola e em outras atividades cotidianas, comprometendo a qualidade de vida.

Brasil lidera ranking mundial

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com o maior número de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo. Cerca de 18,6 milhões de brasileiros, o equivalente a 9,3% da população, convivem com o problema.

O diagnóstico precoce é considerado um dos principais fatores para evitar a evolução da condição e reduzir o risco de complicações.

Falta de tratamento pode gerar outros problemas

Especialistas alertam que a ansiedade não tratada pode favorecer o desenvolvimento de outros transtornos mentais, como depressão e síndrome do pânico, além de provocar impactos na saúde física.

Entre as possíveis consequências estão hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, problemas gastrointestinais e enfraquecimento do sistema imunológico.

Quando procurar ajuda?

Reconhecer os sintomas e buscar orientação profissional são passos fundamentais para controlar a ansiedade e melhorar a qualidade de vida. Psicólogos e psiquiatras podem indicar o tratamento mais adequado para cada caso, que pode incluir psicoterapia, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicamentos.

Além disso, falar abertamente sobre saúde mental contribui para reduzir o preconceito em torno do tema e incentiva mais pessoas a procurarem ajuda sem receio de julgamentos.

Confira os oito sintomas

Preocupação intensa e persistente:

  • Pensamentos contínuos sobre problemas futuros ou eventos cotidianos (escola, desempenho, interações sociais). Sensação de apreensão mesmo quando não há um perigo imediato. Preocupação desproporcional ao contexto ou à probabilidade real de um problema. Possíveis causas: Transtorno de ansiedade generalizada, fobias específicas, transtorno de pânico ou ansiedade social. Estressores crônicos (escola, família, bullying) e vulnerabilidades biológicas;

Dificuldade em relaxar ou dormir;

  • Mente acelerada ao se deitar; incapacidade de “desligar” pensamentos. Insônia de início (dificuldade para adormecer) ou sono fragmentado. Sensação de cansaço mesmo após horas na cama. Possíveis causas: Ansiedade generalizada, estresse, higiene do sono inadequada, uso de eletrônicos antes de dormir. Condições médicas ou uso de estimulantes (cafeína, alguns medicamentos);

Palpitações cardíacas, sudorese e tremores:

  • Palpitações cardíacas, sudorese e tremores Como se manifesta: Batimento cardíaco acelerado ou sensação de que o coração “está acelerado” ou “pulando”. Suor excessivo em situações de ansiedade. Tremores nas mãos ou no corpo. Possíveis causas: Resposta fisiológica ao estresse (ativação do sistema nervoso simpático). Transtorno de pânico, ansiedade intensa, ou efeitos colaterais de substâncias (cafeína, alguns medicamentos).

Respiração rápida ou ofegante;

  • Respiração superficial e acelerada (hiperventilação) em momentos de ansiedade. Sensação de que não se consegue respirar “com calma”. Possíveis causas: Ano do sistema de resposta ao estresse; pânico e ansiedade intensa. Técnicas respiratórias inadequadas em situações de ansiedade, ou condições respiratórias pré-existentes;

Sensação de falta de ar ou sufocamento;

  • Impressão de não conseguir obter ar suficiente, aperto na garganta ou sensação de “sufoco”. Pode acompanhar crises de ansiedade ou pânico. Possíveis causas: Resposta de ansiedade intensa, hiperventilação ou tensão muscular na região torácica e cervical. Condições médicas (asma, doenças cardíacas) que também devem ser descartadas.

Tensão muscular;

  • Músculos rígidos, dores, sensação de “nó” no pescoço, ombros e mandíbula. Dores de cabeça por tensão. Possíveis causas: Resposta crônica ao estresse e ansiedade, postura incorreta, falta de movimento. Impacto: Desconforto físico constante, sono prejudicado, limitação em atividades físicas;

Pensamentos negativos recorrentes;

  • Predominância de interpretações catastróficas (pessimismo automático). Possíveis causas: Depressão, ansiedade, baixa autoestima, padrões de pensamento aprendidos. Impacto: Mantém o estado emocional negativo, reduz motivação e aumenta risco de isolamento. Orientações práticas: Técnicas cognitivas: identificar pensamentos automáticos e questionar evidências.

Evitação de situações que causam ansiedade.

  • Esquiva de lugares, pessoas ou atividades percebidas como ameaçadoras (falta às aulas, recusa em participar de eventos sociais). Planejamento antecipado para não enfrentar gatilhos. Possíveis causas: Estratégia de enfrentamento para reduzir desconforto imediato, comum em fobias, ansiedade social e transtorno de pânico. Impacto: Limitações funcionais, prejuízo em desenvolvimento social, acadêmico ou profissional. Manutenção e reforço do medo, dificultando recuperação. Orientações práticas: Abordagens graduais (exposição progressiva) sob orientação profissional para dessensibilizar o gatilho.
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