segunda-feira, 27 julho, 2026

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Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão; saiba mais

Da Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de uma nova indicação terapêutica para o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), ampliando o uso do medicamento para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União (DOU).

Com a atualização do registro, o medicamento passa a ser indicado para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático, com mutação do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFRm), que já tenham recebido terapia direcionada ao EGFR e quimioterapia à base de platina.

Segundo a Anvisa, o câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo. O tipo de não pequenas células corresponde a aproximadamente 85% dos casos da doença.

Entre os pacientes diagnosticados com adenocarcinoma pulmonar, as mutações ativadoras do EGFR representam um importante subgrupo molecular, sendo alvo de terapias específicas desenvolvidas para aumentar a eficácia do tratamento.

A agência destaca ainda que, após a progressão da doença mesmo com o uso de inibidores de EGFR e da quimioterapia à base de platina, as opções terapêuticas atualmente disponíveis oferecem benefício clínico limitado, configurando uma necessidade médica ainda não plenamente atendida.

O Datroway®, fabricado pela Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda., já possuía registro sanitário no Brasil para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama. Com a nova aprovação, o medicamento amplia seu potencial de utilização na oncologia.

O que muda

A decisão da Anvisa amplia oficialmente as indicações terapêuticas do medicamento, permitindo seu uso em um grupo específico de pacientes com câncer de pulmão que já passaram pelas principais linhas de tratamento disponíveis.

A aprovação também acompanha o avanço das terapias-alvo, cada vez mais utilizadas na medicina de precisão para tratar tumores que apresentam alterações genéticas específicas, como as mutações no gene EGFR.

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