quinta-feira, 23 abril, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Bahia e mais oito estados terão reajuste na conta de luz; saiba mais

Da Redação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual da conta de luz para cerca de 22 milhões de consumidores atendidos por oito distribuidoras no país. Entre elas está a Neoenergia Coelba, responsável pelo fornecimento na Bahia.

Segundo a agência reguladora, as decisões são justificadas pela recomposição de custos de componentes financeiros, como encargos setoriais, transporte e aquisição de energia.

Para os consumidores residenciais, os reajustes chegam a até 17,74%. O maior aumento foi autorizado para clientes da CPFL Santa Cruz, que atende municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Já o menor índice, de 3,52%, será aplicado aos consumidores da Neoenergia Cosern, no Rio Grande do Norte.

Na Bahia, os clientes da Neoenergia Coelba terão reajuste de 3,93% nas tarifas residenciais. Em média, o aumento será de 4,19% para baixa tensão e de 10,21% para alta tensão, com efeito médio total de 5,85% para o consumidor.

Outras distribuidoras também tiveram reajustes definidos. A CPFL Paulista terá aumento de 9,15% para residências, enquanto a Energisa Mato Grosso do Sul registrará 11,75%. Já a Energisa Mato Grosso terá reajuste de 5,12% e a Energisa Sergipe, de 5%. No Ceará, os consumidores atendidos pela Enel terão aumento de 4,3%.

Os reajustes diferenciam os perfis de consumo. Clientes de alta tensão incluem indústrias e grandes empresas, enquanto a baixa tensão abrange residências, comércio, áreas rurais e iluminação pública.

Confira os reajustes aprovados


CPFL Paulista: distribuidora de mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios do interior de São Paulo
Reajuste a consumidores residenciais: 9,15%
Baixa tensão em média: 9,25%
Alta tensão em média: 18,75%
Efeito médio para o consumidor: 12,13%.

CPFL Santa Cruz: abastece aproximadamente 527 mil unidades consumidoras em 45 municípios nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais
Reajuste a consumidores residenciais: 17,74%
Baixa tensão em média: 17,86%
Alta tensão em média: 9,71%
Efeito médio para o consumidor: 15,12%.

Energisa Mato Grosso: atende 1,7 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios do estado
Reajuste a consumidores residenciais: 5,12%
Baixa tensão em média: 5,27%
Alta tensão em média: 10,42%
Efeito médio para o consumidor: 6,86%.

Energisa Mato Grosso do Sul: responsável pelo abastecimento de cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras
Reajuste a consumidores residenciais: 11,75%
Baixa tensão em média: 11,98%
Alta tensão em média: 11,98%
Efeito médio para o consumidor: 12,11%.

Neoenergia Coelba: distribuidora para cerca de 6,92 milhões de unidades consumidoras da Bahia
Reajuste a consumidores residenciais: 3,93%
Baixa tensão em média: 4,19%
Alta tensão em média: 10,21%
Efeito médio para o consumidor: 5,85%.

Neoenergia Cosern: atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios do Rio Grande do Norte
Reajuste a consumidores residenciais: 3,52%
Baixa tensão em média: 3,74%
Alta tensão em média: 10,9%
Efeito médio para o consumidor: 5,4%.

Energisa Sergipe distribui energia a 919 mil unidades consumidoras do estado
Reajuste a consumidores residenciais: 5%
Baixa tensão em média: 5,24%
Alta tensão em média: 12,36%
Efeito médio para o consumidor: 6,86%.

Enel Ceará: atende 4,11 milhões de unidades consumidoras do estado
Reajuste a consumidores residenciais: 4,3%
Baixa tensão em média: 4,67%
Alta tensão em média: 4,67%
Efeito médio para o consumidor: 5,78%.

Como funciona o reajuste

Os aumentos estão previstos nos contratos de concessão e seguem regras da Aneel. A agência explica que as correções são feitas por meio da Revisão Tarifária Periódica (RTP) e do Reajuste Tarifário Anual (RTA).

Em ambos os casos, são considerados custos com compra e transmissão de energia, além de encargos setoriais que financiam políticas públicas definidas por leis e decretos.

Publicidade

Arquivos