Da Redação
A Bahia realizou 475.128 cirurgias eletivas entre janeiro e junho de 2026, alta de 20% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 396.536 procedimentos. O resultado representa 78.592 cirurgias a mais realizadas no estado nos seis primeiros meses deste ano.
O crescimento colocou a Bahia entre os estados com maior expansão no país. O estado registrou a quarta maior alta nacional no período, atrás apenas do Distrito Federal, com 31%, Sergipe, com 25%, e Paraíba, com 23%. Ao todo, 20 estados apresentaram aumento no número de cirurgias eletivas.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 7.552.260 cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 8% em comparação com o mesmo período de 2025. Foram cerca de 608 mil procedimentos a mais.
O resultado nacional mantém a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos. Em 2025, o país alcançou o recorde de 14,9 milhões de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS.
“Esse resultado é fruto de um esforço contínuo para ampliar a capacidade do SUS e fazer com que quem está esperando por uma cirurgia seja atendido cada vez mais rápido em todas as regiões do país. Os números mostram que esse trabalho está dando resultado: mais de meio milhão de cirurgias a mais só no primeiro semestre deste ano e estamos avançando para superar um novo recorde em 2026”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Com o Agora Tem Especialistas, estamos mobilizando toda a capacidade disponível no país, ampliando os atendimentos nos hospitais públicos e filantrópicos e trazendo também a rede privada para atender gratuitamente os pacientes do SUS”, complementa Padilha.
Cirurgias do Agora Tem Especialistas
As cirurgias incluídas no rol do programa Agora Tem Especialistas também cresceram na Bahia no primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e junho, foram realizados 170.377 procedimentos no estado, contra 168.861 no mesmo período de 2025. O resultado representa 1.516 cirurgias a mais e alta de 1%.
Em todo o país, foram realizados 2.923.242 procedimentos integrantes do rol entre janeiro e junho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 2.658.742 cirurgias, o que representa aumento de 264 mil procedimentos, ou 9%.
O crescimento desses procedimentos foi registrado em 22 estados.
O rol reúne procedimentos cirúrgicos e especializados considerados prioritários e elegíveis ao cofinanciamento federal. A medida garante recursos complementares para acelerar o atendimento e reduzir o tempo de espera de pacientes do SUS nos estados e municípios.
Projeção é de novo recorde em 2026
A evolução registrada no primeiro semestre sustenta a expectativa do Ministério da Saúde de um novo recorde anual.
A projeção da pasta é que o SUS ultrapasse 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, superando os 14,9 milhões realizados em 2025.
Para os procedimentos incluídos no rol do Agora Tem Especialistas, a previsão é chegar a 6,1 milhões de cirurgias neste ano, contra 5,7 milhões realizadas em 2025.
Oferta de cuidados especializados cresce
A oferta de cuidados especializados também apresentou alta em 2026. Até agosto, foram realizadas 1.318.617 Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) em todo o Brasil.
O número é 54% superior ao registrado durante todo o ano de 2025, quando foram realizadas 857.740 OCIs.
O modelo reúne, de acordo com a necessidade do paciente, consulta com especialista, exames e outras ações de cuidado, incluindo diagnóstico, em um mesmo fluxo assistencial.
A proposta busca evitar que os pacientes precisem passar por diferentes unidades em datas distintas, além de reduzir o tempo de espera pelo tratamento.
Entre janeiro e agosto de 2026, as OCIs executadas por componentes do Agora Tem Especialistas tiveram aumento de mais de 1.100% em relação ao ano anterior.
Entre as ações estão as carretas de saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia, atendimento de pacientes do SUS por hospitais privados e filantrópicos em troca de créditos financeiros e atendimentos itinerantes, sobretudo em regiões indígenas.
A projeção do Ministério da Saúde é alcançar aproximadamente 3,1 milhões de OCIs realizadas desde o início do modelo, em janeiro de 2025.

