terça-feira, 21 julho, 2026

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Bahia recebe mais de 30 mil tubetes de insulina glargina para aplicação pelo SUS

Da Redação

O Ministério da Saúde iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança beneficiará crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Até esta terça-feira (21), a pasta já havia distribuído cerca de 383 mil tubetes do medicamento para todos os estados brasileiros.

Na Bahia, foram encaminhados 30.854 tubetes de insulina glargina, além de 8.126 canetas reutilizáveis que serão utilizadas na aplicação do medicamento.

A insulina glargina é considerada um medicamento de ação prolongada e mais moderno em relação à insulina NPH. Em grande parte dos casos, ela permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período.

Segundo o Ministério da Saúde, a substituição será feita de forma gradual e dependerá de avaliação clínica e prescrição médica. O medicamento será disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.

Medicamento proporciona maior estabilidade

De acordo com a pasta, o tratamento com a insulina glargina contribui para um controle mais estável dos níveis de glicose no sangue, reduzindo o risco de episódios de hipoglicemia. A expectativa é que o novo tratamento também aumente a adesão dos pacientes, favorecendo a continuidade da terapia e proporcionando mais segurança e qualidade de vida.

A distribuição faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa que busca ampliar a produção nacional do medicamento e garantir estoques mais seguros para abastecer o SUS.

A previsão do Ministério da Saúde é de que todos os estados recebam os insumos até o fim deste mês.

Como acessar a insulina glargina

Os pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos deverão procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, levando receita médica devidamente emitida e carimbada.

No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina na unidade de saúde.

Antes da mudança do tratamento, o paciente será atendido por uma equipe multiprofissional, responsável por avaliar o quadro clínico e verificar se há indicação para a troca do medicamento.

Além da nova insulina, os usuários receberão orientações sobre a técnica correta de aplicação, armazenamento e conservação do medicamento. O SUS também fornecerá uma caneta reutilizável, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração do tratamento.

Transição será gradual

Segundo o Ministério da Saúde, a mudança ocorrerá de forma gradual em todo o país para garantir a segurança dos pacientes durante a adaptação ao novo tratamento.

A estratégia faz parte das ações do Governo Federal voltadas ao fortalecimento da assistência às pessoas com diabetes atendidas na atenção primária à saúde, buscando ampliar o acesso a tecnologias mais modernas disponíveis no SUS.

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