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Bicicletas são liberadas no metrô de Salvador a partir deste sábado


Publicado em: 05/05/2018 23:44
Por: AG. A TARDE/ Henrique Almeida*


Em meio à insatisfação por parte de grupos de ciclistas com relação às regras e limitações do sistema de integração bicicleta-metrô e a promessa da CCR Bahia – concessionária que administra o sistema metroviário – de ampliação das ações mediante aumento da demanda, começou neste sábado, 5, a liberação de bicicletas nas estações do metrô.

Inicialmente, o funcionamento ocorrerá aos sábados, a partir das 14h, e aos domingos e feriados, durante todo o funcionamento do metrô (5h às 0h). Serão permitidas duas bicicletas por trem, sempre no último vagão (uma por usuário).

Dentre as regras estão: a bicicleta deve ser mantida ao lado do ciclista; carregada nas escadas fixas e, nas escadas rolantes, o transporte é permitido no sentido de subida; o equipamento deve estar limpo, além de ser proibido o uso de elevadores com o veículo.

Coordenadora do grupo Bike Anjo, que incentiva o uso de bicicletas na cidade, Marcella Marconi acredita que a campanha Vá de Bike, da CCR, é uma conquista, mas ainda um pequeno passo. Ela critica que o acesso ainda está muito limitado ao lazer, por conta do uso nos feriados e fim de semana e, diferentemente de outras cidades brasileiras, não faria uma real integração em dias úteis.

Nos outros dias da semana, o ciclista pode transportar apenas bicicletas dobráveis. O bicicletário, também, é uma alternativa, mas a procura é baixa. Nesta sexta, 4, a equipe de reportagem de A TARDE esteve na Estação Pirajá do Metrô e contou cinco bicicletas no local.

Atualmente, seis estações de metrô possuem bicicletários e outras dez (Linha 2) estão em processo de implantação, que será concluído após a inauguração da ciclovia da Paralela, com promessa de inauguração até o primeiro semestre deste ano.

“Há muitas regras e poderia haver medidas de microacessibilidade, como a instalação de canaletas ou o uso de elevadores, respeitando os outros usuários. Carregar 20 quilos não é fácil. É preciso criar estruturas para que o ciclista realmente vá. Frequentemente, eu recebo questionamentos na nossa página sobre bicicletários. A Linha 2 possui grande demanda. Comemoramos a conquista, mas queremos mais ações”, destaca Marconi.

Para a coordenadora da Comunidade Amigos de Bike, Lúcia Saraiva, tantas regras e limitações no uso funcionariam mais como um “favorzinho” do que uma real integração. Ela, que usa bicicleta para diversos deslocamentos pela cidade, também comemora a realização e espera por mais.

“Precisamos de mais ações de incentivo ao uso de bikes. Ainda não há grande divulgação e comprometimento dos órgãos públicos, mas esse acesso ao metrô é um início”, diz Lúcia.

O gestor de atendimento e operações da CCR, Amilton Andrade, rebate a declaração de Lúcia. “De forma alguma, o uso de bikes no metrô é tratado como um ‘favorzinho’. A CCR  está comprometida com o meio de transporte não poluente e realiza ações que proporcionam o uso de bicicletas”.

Demanda

No entanto, ele explica que, por ser o metrô um meio de transporte de alta capacidade (até mil pessoas) e por conta do processo de reestruturação de linhas de ônibus e consolidação do sistema metroviário, a implantação e abertura das ações de integração bicicleta-metrô deve ser gradual e conforme a demanda apresentada.

“Pode haver uma maior abertura no futuro. Nesse momento, estamos acompanhando a demanda. O uso de duas bicicletas no último vagão é realizado com sucesso em outras cidades mais populosas que Salvador. Podemos, também, ampliar os horários e outros dias da semana. No horário de pico não dá. É preciso realizar ações sem trazer prejuízo aos outros usuários. Afinal de contas, esse é um transporte coletivo”, ressalta Andrade.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira 

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