Da Redação
O deputado estadual Binho Galinha (Avante) lançou uma vaquinha virtual para arrecadar recursos destinados à reeleição para a campanha eleitoral. A iniciativa foi divulgada nesta sexta-feira (4), enquanto o parlamentar permanece preso no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Além da prisão, Binho Galinha tem a candidatura contestada pela Justiça e está com os bens bloqueados. Em uma publicação nas redes sociais, a campanha informou que a vaquinha “já está no ar” e pediu contribuições para fortalecer o trabalho do deputado nas periferias.
Binho Galinha é alvo da Operação El Patrón
Kléber Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, está preso desde outubro do ano passado. O parlamentar é apontado como suposto líder de uma milícia com atuação na região de Feira de Santana, no âmbito da Operação El Patrón.
Deflagrada em dezembro de 2023, a operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com lavagem de dinheiro, exploração do jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico de drogas.
Em julho deste ano, Binho Galinha foi condenado a 36 anos e nove meses de prisão pela Vara Criminal de Feira de Santana. Segundo o texto original, a sentença apontou crimes relacionados à posse irregular e à adulteração de armas de fogo.
Deputado permanece preso após habeas corpus
Na última terça-feira (1º), a defesa de Binho Galinha obteve uma decisão favorável na Justiça. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu habeas corpus e revogou uma das prisões preventivas decretadas contra o parlamentar no âmbito da Operação El Patrón.
A decisão foi proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana e trata exclusivamente dessa ordem de prisão. O advogado do deputado, Gamil Föppel, informou que o habeas corpus foi concedido por unanimidade.
Ainda segundo o defensor, a prisão preventiva era “ilegal” por ter sido decretada sem solicitação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Apesar da decisão, o parlamentar não foi solto. A legalidade da prisão de Binho Galinha está sendo analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em nota, a defesa classificou como ilegais as decisões que levaram às prisões e afirmou que continuará recorrendo às instâncias superiores e aos mecanismos correcionais. Os advogados também disseram esperar que a segunda prisão seja posteriormente revogada.
