Da Redação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 4,09 bilhões em crédito para a Bahia no primeiro semestre de 2026. O volume representa uma alta de 176,8% em relação aos R$ 1,48 bilhão registrados no mesmo período de 2025, praticamente triplicando o valor destinado ao estado.
Os recursos foram distribuídos entre diferentes setores da economia baiana. A infraestrutura concentrou R$ 2,03 bilhões, seguida pela indústria, com R$ 1,12 bilhão; agropecuária, com R$ 554,5 milhões; e comércio e serviços, com R$ 395,8 milhões.
As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) responderam por R$ 1,74 bilhão do crédito aprovado no estado. O montante representa crescimento de 98,9% em comparação aos R$ 873 milhões registrados no primeiro semestre de 2025.
A Bahia também foi o segundo estado brasileiro com maior volume de aprovações para biocombustíveis no período, atrás apenas de Mato Grosso.
Crédito para a agropecuária bate recorde histórico
O volume de recursos aprovados pelo BNDES para a agropecuária baiana chegou ao maior patamar da série histórica, iniciada em 1995. Foram R$ 554,5 milhões no primeiro semestre de 2026.
O valor é 347,7% superior aos R$ 123,9 milhões registrados no primeiro semestre de 2022 e representa alta de 41% em relação aos R$ 393,4 milhões aprovados para o setor em 2025.
Além das aprovações, o BNDES desembolsou R$ 3,75 bilhões para projetos na Bahia entre janeiro e junho deste ano. O valor representa aumento de 45,8% em relação ao mesmo período de 2025.
“Os números mostram a presença de operações de crédito do BNDES em diversos setores da economia, como agronegócio, indústria, infraestrutura, comércio e serviços. Os dados também registram a participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) entre os beneficiários dos financiamentos no período. Na Bahia, os recursos para indústria neste primeiro semestre tiveram aumento de 241%; e para infraestrutura, 332%, ante 2025”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Entre os projetos aprovados no estado estão a expansão do Porto de Salvador, a renovação da frota de ônibus da capital baiana, a implantação de uma usina de etanol no Oeste da Bahia e a implantação de uma biorrefinaria de combustíveis sustentáveis em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano.
Nordeste
As aprovações de crédito do BNDES para a Região Nordeste alcançaram R$ 10,8 bilhões no primeiro semestre de 2026. O resultado representa crescimento de 184,3% em comparação aos R$ 3,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
A infraestrutura recebeu R$ 5,9 bilhões, enquanto comércio e serviços tiveram R$ 2,1 bilhões em aprovações. A indústria recebeu R$ 1,7 bilhão e a agropecuária, R$ 1,1 bilhão.
Do total aprovado para a região, R$ 5,2 bilhões foram destinados às micro, pequenas e médias empresas, contra R$ 2,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, alta de 127%.
Os desembolsos do banco para o Nordeste chegaram a R$ 9 bilhões no período, ante R$ 6,3 bilhões nos primeiros seis meses do ano passado.
Resultado nacional
No cenário nacional, o BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente alcançou R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição.
O banco também atingiu, pela primeira vez, R$ 1,05 trilhão em ativos totais. O Patrimônio Líquido chegou a R$ 181 bilhões, também o maior valor da história da instituição.
As aprovações de crédito e operações garantidas cresceram 19% na comparação com o primeiro semestre de 2025, com R$ 154 bilhões em crédito, dos quais R$ 43,4 bilhões correspondem a garantias.
Somente as aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, alta de 52%. Os maiores crescimentos foram registrados em infraestrutura, com avanço de 91% e R$ 46 bilhões aprovados, e agropecuária, que cresceu 46%, chegando a R$ 24,8 bilhões.
O crédito para comércio e serviços alcançou R$ 17,3 bilhões, alta de 27%, enquanto a indústria recebeu R$ 22,5 bilhões, crescimento de 24%.
O apoio às MPMEs totalizou R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, maior valor da história para o período e 22% acima dos R$ 88,8 bilhões registrados em 2025.
Os desembolsos do BNDES alcançaram R$ 74,8 bilhões no semestre, crescimento de 37% na comparação anual. Já as consultas aumentaram 72%, chegando a R$ 237,7 bilhões.
A inadimplência da instituição, de 0,05% considerando operações com atraso superior a 90 dias, permanece abaixo dos índices do Sistema Financeiro Nacional. Em junho de 2026, a inadimplência era de 4,68% no sistema geral e de 0,66% entre grandes empresas.

