sábado, 4 abril, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Brasil deve registar 12 mil novos casos de leucemia por ano até 2028

Da Redação

Fevereiro, além de ser marcado pelo carnaval, também chama atenção para a conscientização e combate à leucemia, câncer que afeta a medula óssea. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que mais de 12 mil novos casos da doença devem surgir por ano entre 2026 e 2028, com risco estimado de 5,71 por 100 mil habitantes.

A mobilização busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e incentivar a doação de medula óssea, que pode representar a única chance de cura para muitos pacientes.

A leucemia tem origem na medula óssea – tecido localizado no interior dos ossos responsável pela produção das células sanguíneas – e afeta diretamente os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, fundamentais para a defesa do organismo.

“No paciente com leucemia, a medula passa a produzir células doentes de forma descontrolada, que se multiplicam rapidamente e acabam substituindo as células saudáveis, comprometendo as funções vitais do sangue. O sucesso no tratamento da leucemia está diretamente ligado à rapidez do diagnóstico”, explica o hematologista Roberto Luiz da Silva.

Entre os principais sinais de alerta estão cansaço excessivo e fraqueza repentina, frequentemente associados à anemia. Também podem ocorrer sangramentos inexplicáveis, como nas gengivas e no nariz, além do surgimento de manchas roxas e petéquias (pontos vermelhos) na pele.

“A ocorrência de febre ou suores noturnos sem uma causa infecciosa aparente deve ser observada. A pessoa pode sentir dores nos ossos e articulações. O aumento de ínguas (gânglios linfáticos inchados) no pescoço, axilas ou virilha e a perda de peso sem dieta ou intenção são outros indicadores que merecem atenção”, comenta o médico.

Transplante e desafios

Para pacientes que não respondem à quimioterapia ou apresentam recidiva da doença, o transplante de medula óssea surge como uma alternativa de tratamento com potencial curativo.

“Encontrar um doador compatível é desafiador, já que a compatibilidade ideal, entre irmãos, é rara e a busca por um doador não aparentado ainda enfrenta obstáculos como um banco de doadores que precisa ser cada vez maior”, ressalta o hematologista.

Como se tornar doador

No Brasil, o cadastro de doadores é feito pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Para se inscrever, é necessário ter entre 18 e 35 anos e estar em bom estado de saúde.

O processo é simples: basta comparecer a um hemocentro e realizar a coleta de uma pequena amostra de sangue, de aproximadamente 5 ml.

“Os dados genéticos são armazenados e cruzados com os dos pacientes à espera. Caso haja compatibilidade, o doador é acionado para dar prosseguimento ao processo de doação, que é seguro e permite a rápida regeneração da medula”, explica Silva.

Atualmente, o REDOME conta com cerca de 5,9 milhões de doadores cadastrados, enquanto a população brasileira chega a aproximadamente 213 milhões de habitantes, segundo o IBGE em 2025.

“É fundamental que as pessoas se informem sobre a leucemia, estejam atentas aos sinais do corpo e considerem a doação de medula óssea. Esse gesto simples pode salvar vidas e é a maior esperança para quem luta contra a doença”, conclui o especialista.

Fevereiro, além de ser marcado pelo carnaval, também chama atenção para a conscientização e combate à leucemia, câncer que afeta a medula óssea. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que mais de 12 mil novos casos da doença devem surgir por ano entre 2026 e 2028, com risco estimado de 5,71 por 100 mil habitantes.

A mobilização busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e incentivar a doação de medula óssea, que pode representar a única chance de cura para muitos pacientes.

A leucemia tem origem na medula óssea – tecido localizado no interior dos ossos responsável pela produção das células sanguíneas – e afeta diretamente os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, fundamentais para a defesa do organismo.

“No paciente com leucemia, a medula passa a produzir células doentes de forma descontrolada, que se multiplicam rapidamente e acabam substituindo as células saudáveis, comprometendo as funções vitais do sangue. O sucesso no tratamento da leucemia está diretamente ligado à rapidez do diagnóstico”, explica o hematologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Roberto Luiz da Silva.

Entre os principais sinais de alerta estão cansaço excessivo e fraqueza repentina, frequentemente associados à anemia. Também podem ocorrer sangramentos inexplicáveis, como nas gengivas e no nariz, além do surgimento de manchas roxas e petéquias (pontos vermelhos) na pele.

“A ocorrência de febre ou suores noturnos sem uma causa infecciosa aparente deve ser observada. A pessoa pode sentir dores nos ossos e articulações. O aumento de ínguas (gânglios linfáticos inchados) no pescoço, axilas ou virilha e a perda de peso sem dieta ou intenção são outros indicadores que merecem atenção”, comenta o médico.

Transplante e desafios

Para pacientes que não respondem à quimioterapia ou apresentam recidiva da doença, o transplante de medula óssea surge como uma alternativa de tratamento com potencial curativo.

“Encontrar um doador compatível é desafiador, já que a compatibilidade ideal, entre irmãos, é rara e a busca por um doador não aparentado ainda enfrenta obstáculos como um banco de doadores que precisa ser cada vez maior”, ressalta o hematologista.

Como se tornar doador

No Brasil, o cadastro de doadores é feito pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Para se inscrever, é necessário ter entre 18 e 35 anos e estar em bom estado de saúde.

O processo é simples: basta comparecer a um hemocentro e realizar a coleta de uma pequena amostra de sangue, de aproximadamente 5 ml.

“Os dados genéticos são armazenados e cruzados com os dos pacientes à espera. Caso haja compatibilidade, o doador é acionado para dar prosseguimento ao processo de doação, que é seguro e permite a rápida regeneração da medula”, explica Silva.

Atualmente, o REDOME conta com cerca de 5,9 milhões de doadores cadastrados, enquanto a população brasileira chega a aproximadamente 213 milhões de habitantes, segundo o IBGE em 2025.

“É fundamental que as pessoas se informem sobre a leucemia, estejam atentas aos sinais do corpo e considerem a doação de medula óssea. Esse gesto simples pode salvar vidas e é a maior esperança para quem luta contra a doença”, conclui o especialista.

Publicidade

Arquivos