segunda-feira, 27 julho, 2026

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Camaçari é município baiano que mais sofre com tarifaço de Trump

Camaçari é o município baiano com maior volume de exportações potencialmente afetadas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump.

Segundo levantamento elaborado com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), a cidade responde por US$ 103,26 milhões em exportações enquadradas entre os produtos atingidos pelas medidas, o equivalente a 59,4% do total estimado para a Bahia.

Ao todo, 18 municípios baianos aparecem no levantamento, que soma US$ 173,89 milhões em exportações potencialmente expostas às tarifas.

Os dados mostram forte concentração das exportações expostas às tarifas. Apenas Camaçari e Candeias respondem por cerca de 93,8% do total estimado para a Bahia. Quando somados Mucuri e Simões Filho, a participação chega a aproximadamente 99,3%.

Por que Camaçari lidera?

O desempenho de Camaçari reflete o peso do Polo Petroquímico, considerado o maior complexo petroquímico integrado do Hemisfério Sul. O município concentra empresas dos setores químico e petroquímico, segmentos incluídos entre os mais atingidos pelas tarifas analisadas.

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) também apontou produtos químicos, papel e celulose, além de borracha e plásticos, entre as atividades baianas mais vulneráveis às medidas adotadas pelos Estados Unidos.

O estudo considera os dez grupos de produtos brasileiros mais afetados pelas tarifas norte-americanas e utiliza como base o volume exportado pelos municípios em 2024, antes da adoção das medidas.

Entre os segmentos incluídos estão:
— Produtos químicos
— Máquinas e equipamentos
— Madeira
— Rochas naturais
— Calçados
— Outros produtos industriais

Ficaram fora do cálculo produtos como petróleo, café, carnes e suco de laranja, que não foram incluídos nas sobretaxas consideradas pelo levantamento.

A expectativa do setor produtivo é que a ampliação de mercados compradores e eventuais negociações diplomáticas contribuam para reduzir os impactos sobre as exportações brasileiras.

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