Da Redação
Os sete policiais militares acusados pela morte do jovem Geovane Mascarenhas de Santana serão julgados em júri popular a partir desta quarta-feira (17), em Salvador. A sessão está marcada para começar às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, e será conduzida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da capital baiana.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o julgamento foi mantido após a Justiça negar um pedido apresentado pela defesa de quatro dos sete acusados. Os advogados alegaram a complexidade do parecer técnico apresentado pela acusação e solicitaram mais prazo para análise do material.
A previsão é de que os trabalhos se estendam até sexta-feira (19), sempre no período da manhã e da tarde, conforme a programação definida pela Vara do Júri.
Serão julgados o subtenente Cláudio Bonfim Borges; o sargento Daniel Pereira de Souza Santos; os soldados Roberto Santos de Oliveira, Alan Moraes Galiza dos Santos e Alex Santos Caetano; além do ex-soldado Jesimiel da Silva Resende. O soldado Jailson Gomes Oliveira responde pelos mesmos crimes atribuídos aos demais acusados, exceto pela acusação de ocultação de cadáver.
Acusações
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Geovane Mascarenhas de Santana teria sido sequestrado, morto e esquartejado por policiais que integravam a Rondesp BTS.
Ainda conforme a acusação, parte dos restos mortais da vítima foi encontrada no bairro de Campinas de Pirajá, enquanto outra parte foi localizada na região do Parque São Bartolomeu, em Salvador.
Após a fase de instrução processual, a Justiça manteve as acusações de sequestro, roubo, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e homicídio qualificado. A denúncia sustenta que a motocicleta e o aparelho celular da vítima não foram localizados.
Caso teve ampla repercussão
O Caso Geovane ganhou grande repercussão na Bahia e no país após o desaparecimento do jovem, ocorrido em 2014. O processo se tornou um dos mais emblemáticos envolvendo denúncias de violência policial no estado.
O julgamento é considerado uma etapa decisiva para a conclusão de um processo que se arrasta há mais de uma década e mobiliza familiares, entidades de direitos humanos e representantes da sociedade civil.
