sexta-feira, 17 julho, 2026

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Com 458 agentes, PF inicia proteção de candidatos à Presidência

Da Redação

A Polícia Federal iniciará, a partir de 20 de julho, uma operação nacional estruturada para garantir a segurança de candidatos à Presidência da República durante as Eleições de 2026. Coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), a operação foi dimensionada para atender simultaneamente até dez candidaturas, com equipes especializadas atuando em todos os estados.

A proteção poderá começar após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e da formalização da solicitação pelas respectivas campanhas. Segundo a Polícia Federal, a estrutura mobilizará até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística, além do apoio das superintendências regionais em todas as unidades da Federação.

Planejamento individualizado

Cada candidatura contará com planejamento próprio, elaborado a partir de metodologia técnica de análise de risco e atualizado conforme a evolução das ameaças, vulnerabilidades identificadas e características de cada compromisso de campanha. As avaliações consideram o histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, acessos, deslocamentos e o contexto de segurança regional.

Antes das agendas, equipes precursoras realizam o reconhecimento dos locais e articulam as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais. A atuação será discreta, com a menor interferência possível na dinâmica dos atos eleitorais. O efetivo e os meios empregados poderão ser reforçados ou ajustados a qualquer momento, conforme necessidades identificadas.

Tratamento isonômico e transparência

A operação foi estruturada para garantir “tratamento isonômico a todas as candidaturas, com aplicação dos mesmos critérios técnicos e protocolos de segurança”. O efetivo e recursos serão definidos de forma individualizada, de acordo com o nível de risco e características de cada agenda.

Por razões operacionais, a Polícia Federal não divulga a classificação de risco atribuída individualmente aos candidatos nem o número de servidores destinado a cada equipe. Informações sobre agendas, itinerários, avaliações de ameaça e composição das equipes são tratadas de forma compartimentada, integrando o próprio protocolo de segurança.

Tecnologia e capacitação

A operação contará, conforme avaliação de cada agenda, com veículos blindados, grupos táticos, equipamentos de defesa antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas.

Mais de 600 profissionais foram formados ou aperfeiçoados entre 2025 e 2026 em competências que vão desde direção veicular, primeiros socorros, operação de drones e salvamento aquático até formação específica em proteção à pessoa e procedimentos de segurança de presidenciáveis.

A partir de 20 de julho, a Polícia Federal ativa, em Brasília, a Sala Nacional de Comando e Controle. De lá, a instituição acompanhará, em tempo real, a localização das equipes, agendas em curso e possíveis desvios do planejado, permitindo decisões rápidas e suporte logístico centralizado.

Diálogo com partidos

Desde abril, a Polícia Federal mantém interlocução com os partidos e pré-candidaturas para apresentar o funcionamento da operação. Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral foram oficialmente comunicados, e reuniões bilaterais foram realizadas com pré-candidaturas que solicitaram esclarecimentos específicos.

A adesão à proteção da Polícia Federal é uma prerrogativa do candidato. As campanhas que optarem por não utilizar o serviço terão sua decisão respeitada, permanecendo abertos os canais para solicitação posterior.

Na hipótese de confirmação da candidatura do presidente da República, sua segurança permanecerá sob o modelo híbrido atualmente adotado, com atuação conjunta do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e da Polícia Federal.

Investimento e sustentação legal

A segurança dos candidatos à Presidência teve destinado aproximadamente R$ 95 milhões para sua execução. Os recursos serão empregados na mobilização dos servidores, contratação de serviços e aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits de vistorias antibombas.

A segurança dos candidatos à Presidência pela Polícia Federal está prevista na Constituição Federal, na Lei nº 7.474/1986, no Decreto nº 6.381/2008 e na Portaria MJ nº 493/1998.

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