terça-feira, 14 abril, 2026

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Confira seis atitudes comprovadas, segundo a neurociência, para ser mais feliz

Da Redação

Mais do que um estado passageiro, a felicidade está diretamente ligada à qualidade de vida, às relações interpessoais e ao equilíbrio emocional. Estudos na área da neurociência indicam que o bem-estar pode ser desenvolvido a partir de hábitos e ambientes favoráveis.

A neurocientista e engenheira Carol Garrafa investigou o tema ao longo de uma jornada por mais de 30 países, analisando diferentes culturas e comportamentos. A partir dessa experiência, identificou padrões comuns entre pessoas que relatam maior sensação de felicidade, base para um método aplicado hoje no desenvolvimento humano, inclusive no ambiente corporativo.

Segundo a especialista, três fatores são recorrentes: sentir-se amado, ser ouvido – o que reforça o senso de pertencimento – e ter liberdade para errar. “Quando a pessoa se sente segura para ser quem é, inclusive nas suas vulnerabilidades, ela consegue se desenvolver de forma mais saudável e sustentável”, explica.

Nesse contexto, a felicidade deixa de ser vista como algo constante e passa a ser entendida como resultado de relações, escolhas e condições do cotidiano.

Hábitos que contribuem para o bem-estar

A especialista destaca que não é necessário estar feliz o tempo todo. A cobrança excessiva por felicidade constante pode gerar efeito contrário, aumentando a frustração. Reconhecer emoções negativas, como tristeza ou cansaço, ajuda a reduzir sua intensidade e melhora a clareza mental.

Outro ponto importante é a qualidade das relações. Vínculos seguros contribuem para a regulação emocional e reduzem o estresse. A orientação é priorizar conexões verdadeiras, mesmo que em menor número.

A prática da gratidão também aparece como ferramenta eficaz. Ao registrar diariamente situações positivas de forma específica, o cérebro passa a identificar com mais facilidade aspectos favoráveis da rotina.

Cuidados básicos, como sono adequado, alimentação equilibrada e atividade física regular, são fundamentais. Exercícios estimulam a liberação de dopamina e serotonina, substâncias associadas ao bem-estar.

A especialista também recomenda aprender a dizer “não” para evitar sobrecarga. O excesso de compromissos aumenta o estresse e reduz a sensação de controle sobre a própria vida.

Por fim, buscar propósito nas pequenas decisões diárias é apontado como um diferencial. A coerência entre valores e ações contribui para uma sensação duradoura de satisfação. “faça de propósito!” reforça Carol, ao destacar a importância de agir com consciência.

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