Da Redação
O deputado estadual Roberto Carlos (PV) solicitou ao governador Jerônimo Rodrigues a inclusão da temática cultura nordestina, de forma transversal e interdisciplinar, nos currículos das instituições de ensino públicas e privadas da Bahia. A proposta foi apresentada por meio de uma indicação encaminhada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Foto: Ascom/AgênciaALBA
No documento, o parlamentar pede que o governador intervenha junto à Secretaria da Educação do Estado (SEC) para incentivar a incorporação de conteúdos relacionados à história, às tradições e às manifestações culturais do Nordeste nas atividades escolares.
“O que objetiva esse pleito é enaltecer, valorizar e preservar a nossa cultura nordestina, que constitui um dos mais importantes patrimônios históricos, sociais e culturais do Brasil”, defendeu Roberto Carlos.
Na justificativa, o deputado destacou a diversidade das manifestações artísticas, musicais, literárias, religiosas, gastronômicas e populares que compõem a identidade nordestina.
“Sua riqueza é resultado da contribuição histórica de diferentes povos e comunidades, que construíram uma identidade regional plural, dinâmica e profundamente vinculada à formação da sociedade brasileira”, escreveu.
O parlamentar também ressaltou a importância da Bahia, considerada um dos estados de maior relevância histórica e cultural do Nordeste, na preservação e transmissão desse patrimônio às novas gerações.
Entre as manifestações que poderiam ser abordadas nas escolas estão o forró, o baião, o xote, o reisado, o samba de roda, a literatura de cordel, a xilogravura, as festas juninas, o artesanato, a culinária regional e as tradições dos povos e comunidades tradicionais.
Para Roberto Carlos, a abordagem desses conteúdos pode aproximar crianças e adolescentes das próprias raízes culturais e contribuir para combater estereótipos e preconceitos associados à população nordestina.
“Como parlamentar, entendo que é importante ampliar as oportunidades para que crianças e adolescentes conheçam, compreendam e valorizem a história, os saberes, as tradições e as expressões culturais de sua própria região. A ausência ou a abordagem insuficiente desses conteúdos pode contribuir para o distanciamento das novas gerações em relação às suas raízes culturais, além de favorecer a reprodução de estereótipos e preconceitos historicamente associados ao povo nordestino”, explicou.
Proposta prevê abordagem interdisciplinar
A indicação não prevê, necessariamente, a criação de uma disciplina específica sobre cultura nordestina. A sugestão é incorporar o tema aos componentes curriculares já existentes, como História, Geografia, Língua Portuguesa, Literatura e Artes, respeitando as diretrizes curriculares nacionais e estaduais e a autonomia pedagógica das instituições de ensino.
Entre os conteúdos sugeridos estão a história da formação cultural do Nordeste e sua contribuição para a identidade brasileira; as manifestações musicais e danças tradicionais, como forró, baião, xote e xaxado; a literatura de cordel, a xilogravura e a poesia popular; além das festas populares, tradições religiosas, celebrações comunitárias e festejos juninos.
Segundo o deputado, a iniciativa busca fortalecer o reconhecimento da diversidade cultural brasileira e ampliar o acesso dos estudantes aos conhecimentos relacionados à própria região.
“Dessa forma”, conclui ele, “a presente Indicação busca contribuir para uma educação mais contextualizada, inclusiva e comprometida com a preservação do patrimônio cultural, reconhecendo que conhecer a própria história é fundamental para a formação de cidadãos conscientes, críticos e respeitosos com a diversidade brasileira”.

