quarta-feira, 15 abril, 2026

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Polícia Federal: Dono da página Choquei é detido em operação que investiga desvio bilionário

Da Redação

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15), em Goiânia, durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais.

Ele foi detido na mesma ação que também resultou na prisão dos influenciadores Chrys Dias e dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou qual seria o papel específico de Raphael no grupo investigado.

Raphael administra um dos maiores perfis de notícias e fofocas do país nas redes sociais, com mais de 27 milhões de seguidores apenas no Instagram. Além da prisão, ele também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Dados da Receita Federal indicam que o influenciador é sócio-administrador de duas empresas ligadas à página Choquei, ambas registradas em Goiânia. A primeira foi aberta em 2019 e a segunda, dois anos depois.

O advogado Frederico Moreira informou que Raphael está sendo ouvido na sede da Polícia Federal na capital goiana. Segundo ele, a defesa deve se manifestar ao longo do dia, conforme informações do portal G1.

Grupo praticava lavagem de altos valores

De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava mecanismos para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, movimentações com criptoativos e transporte de dinheiro em espécie.

A operação mobiliza mais de 200 policiais federais para o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos, valores em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Os agentes também localizaram armas e um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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