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Espetáculo “Harpas do Mondego” reunirá música, poesia e intervenções artísticas no próximo dia 14


Publicado em: 04/03/2021 15:53
Por: Carol Campos Assessoria de Imprensa Fotos: Arquivo Pessoal


Bruna Cavalheiro no alto do Rio Mondego em Coimbra (Foto do acervo pessoal).

O espetáculo, que acontecerá na Universidade de Coimbra, terá várias intervenções de artistas e personalidades de outros países, como a baiana Bruna Cavalheiro, que recitará um poema em alusão ao relacionamento abusivo.

Em homenagem ao Dia Mundial da Poesia, o rio Mondego de Coimbra, em Portugal, será palco, no próximo dia 14 de março, às 20 horas (17 horas no Brasil), do recital “Harpas do Mondego. A poesia à margem…”. O espetáculo reunirá poesia, intervenções artísticas e musicais e concerto de harpas ecoadas da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, que concentra maior número de estudantes brasileiros no exterior. A Universidade é reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO e esse recital nasceu  do concerto dos 730 anos da instituição de ensino, realizado no ano passado.  O evento terá transmissão ao vivo (on demand) na página uc.pt/culturaemdireto.

 O projeto, criado pelo produtor baiano Christiano Bomfim, foi inspirado na “Coleção de Poesias d’académicos de Coimbra Harpas do Mondego” do século XIX e  propõe um passeio poético e harmonioso, a desvendar vozes humanas à margem das máscaras impostas pela pandemia, na programação da XXIII Semana Cultural da Universidade.

 O programa artístico, que contará com harpistas de diversos países, vai apresentar trechos de obras de autores portugueses mescladas com autores da literatura mundial, a exemplo de Oscar Wilde (1854 -1900).

 Do Brasil será recitado o poema “A Fonte e a Flor” do autor Vicente de Carvalho (1866-1924) pela especialista baiana em políticas públicas de enfrentamento à Violência Contra Mulher, Bruna Cavalheiro, numa metáfora ao relacionamento abusivo.

 No interior da biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, as interpretações ficarão a cargo da atriz e produtora carioca Rosi Ferh e do ator português Jorge Carvalhal acompanhados da conceituada pianista Christina Margotto.

 Da Irlanda terá o poema Dessespoir de Oscar Wilde na voz de Aoife Buckley, para além da atuação da dançaria Bláthnaid Keogh ao som da harpista Siobhan Bucley que executará obras como“ Southwind” do irlandês Donal Meirgeach MacConmara em homenagem ao Dia Nacional da Irlanda (Saint Patrick´s Day) em 17 de Março, para além de participações da França.

 A trilha principal foi especialmente selecionada desde  “Ária” e  “Minueto” do português António Fragoso,  à “A Rosa Amarela” e “Valsa da Dor” de Heitor Villas-Lobos. O espetáculo transmitido por streaming pela plataforma da UC, será uma partilha entre os Patrimónios Mundiais Universidade de Coimbra, Alta e Sofia com a “Irish Harping Intangible heritage/UNESCO”.

Sobre as participantes brasileiras:

 Bruna Cavalheiro

Brasileira, residente em Salvador, é produtora cultural e de eventos, advogada, influenciadora digital e atuante pelo fim da violência contra a mulher. Especialista em Direito Público pelo CEJAS 2018 e certificada pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra/2018. Coordenou a área de Políticas Públicas da Secretaria Municipal para Mulher /2019-2021, foi gestora do Centro de Referência de Atenção à Mulher Loreta Valadares /2019-2021 e coordenou a Campanha contra a Importunação da Mulher – PARE! 2019-2020.  Tem mais de 10 anos de experiência na área cultural e de eventos.

Pianista Christina Margotto  Foto: Lidyane Ponciano.

 Christina Margotto (piano)

 Brasileira, residente em Portugal desde 1988. Bacharel pela Faculdade de Artes Santa Marcelina em São Paulo, licenciada em Piano de Acompanhamento pela ESMAE do Porto e Mestre em Musicoterapia pela Universidade de Estremadura, Espanha. Estudou com Sállua Assbú, Anny Cabral Coutinho e Alfredo Cerquinho, Daisy de Lucca, Homero de Magalhães, Magda Tagliaferro, Vitalli Dotsenko e Constantin Sandu. Atua como solista e camerista e há 25 anos em duo com o violoncelista Jed Barahal pela Europa, USA e Brasil. Criou o Toy Ensemble com o qual realizou várias estreias em Portugal e Brasil. Como divulgadora da música e de intérpretes portugueses recebeu vários apoios do MC português, Instituto Camões, Fundação Gulbenkian, Antena2, Delegação de Cultura do Norte e foi congratulada com a Medalha de Honra da Fundação Carlos Gomes de Belém do Pará, atribuída por decisão unânime do Conselho Geral da Fundação. Gravou o Concerto de Carlos Seixas (Numérica, 2011), a primeira edição das Melodias Rústicas Portuguesas de Lopes Graça (Coriolan, 2011, FR), a obra completa para violoncelo e piano de Fernando Lopes Graça, e a Sonata de Luís de Freitas Branco (Numérica, 2006). Com apoio da Antena2 realizou com o Toy Ensemble  a primeira gravação de Domitila de João Guilherme Ripper (2019 MPMP digital) e com apoio da DGartes MC Português realizará em 2021 a gravação das Barcas de Gil Vivente, música de Fernando Lapa.

 Integra o quadro de professores do Conservatório de Música do Porto desde 1992.


Atriz Rosi Ferh  Foto: Nadia Calestru Oliveira

 Rosi  Ferh – é atriz, escritora, documentarista, contadora de histórias e produtora. Graduada em jornalismo e pedagogia, mora em Lisboa desde 2017, onde integra o núcleo de estudos do ator “O Canto do Bode”. Tem formação em literatura e ilustração infantil, narrativa oral, escultura e estuda “A Historia da Arte Moderna”. Iniciou carreira artística há 35 anos, participando da formação de uma banda de música, como cantora, depois conciliando as artes cênicas, com as áreas de educação e jornalismo. Alguns trabalhos recentes em teatro: autoria, direção coletiva e atuação “Esperando Godette” – 2020, adaptação de “Esperando Godot”, contemplado pelo 1º Ciclo de Teatro e Artes Performativas Mimesis, da Universidade de Coimbra; “O macaco danado” – 2020, de Julia Donaldson; “O Leão e o Ratinho”, de La Fontaine – 2019/2020; “O Princepizinho”, Grupo Sensus – 2019; “À Beira do Abismo me Cresceram Asas”; “A Hora da Estrela”; “Florbela”, de Alcides Nogueira; “Problemas Felizes”, de Cláudio Cavalcanti, “Cenas de Doido”, Grupo Botija. DublagemSigma, Gabia e Marshmallow, em São Paulo. Audiovisual: Produtora da série documental “Krenak vivos na natureza morta”; autora, realizadora e produtora dos documentários “Traço Urbano” e “A Arte de ser Músico”, ambos pelo Canal Futura. Produção “Rosa e a Semente”, turnê Portugal do Grupo Pedras, “Caravana Tonteria”, de Letícia Sabatella; espetáculo musical “Renato Russo”, com Bruce Gromlevscki; “Bita e a imaginação que sumiu”, direção Alessandra Colasanti; “A Língua em Pedaços”, de Juan Mayorga, direção Elias Andreato; “Araca”, de Elias Andreato; “O Misantropo“, de Molière, direção Marcio Aurelio; “Estúpido Cupido”, de Flavio Marinho; “À Beira do Abismo Me Cresceram Asas”, de Maitê Proença, direção Amir Hadad; “Academia do Coração”, de Flavio Marinho; Callas, direção Marília Pera.

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