Da Redação
Um estudante de jornalismo e designer gráfico foi preso em Salvador suspeito de armazenamento de pornografia infantil após denúncias encaminhadas pelo Esporte Clube Bahia às autoridades policiais. O investigado foi identificado como Danrley Souza Lessa, de 27 anos, conhecido nas redes sociais por publicações ligadas ao clube baiano.
Segundo a polícia, o suspeito utilizava a proximidade com torcedores e jovens ligados ao universo esportivo para cometer crimes contra crianças e adolescentes. Pelo menos quatro vítimas, com idades entre 14 e 17 anos, denunciaram o homem.
As investigações tiveram início em 2024 e apontaram que Danrley aliciava adolescentes para fins libidinosos, incluindo produção e armazenamento de conteúdos envolvendo nudez.
Durante a operação, equipes da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca) apreenderam dois celulares contendo grande quantidade de vídeos e fotografias que serão analisados no decorrer das investigações.
Em nota, o Esporte Clube Bahia informou que adotou providências internas assim que tomou conhecimento das denúncias e encaminhou o caso às autoridades competentes.
“O caso foi devidamente apurado e encaminhado às autoridades competentes, com total colaboração com o poder público. O Bahia aguarda a devida solução do caso e segue atento aos desdobramentos”, informou o clube.
Nas redes sociais, Danrley Souza Lessa se apresentava como estudante de jornalismo, designer gráfico e torcedor do Bahia. Até o momento, a defesa do investigado não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.
Investigação segue em andamento
A polícia informou que os materiais apreendidos passarão por perícia técnica para aprofundamento das investigações e identificação de possíveis novas vítimas.
Crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e podem resultar em penas de prisão, especialmente em casos de produção, armazenamento e compartilhamento de conteúdo ilegal.
Autoridades reforçam que denúncias envolvendo violência ou exploração sexual contra menores podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100 ou diretamente às delegacias especializadas.
