Da Redação
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia no ombro nesta sexta-feira, em Brasília, após apresentar dores persistentes e limitação de movimentos. O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da defesa.
Segundo informações divulgadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais, a preparação para a cirurgia, incluindo a colocação de cateter para medicação, deve durar cerca de duas horas. Na sequência, o procedimento cirúrgico também está estimado em duas horas.
Antes da operação, Michelle pediu apoio dos seguidores. “Peço aos meus irmãos em Cristo que orem pelo procedimento cirúrgico do meu galego. Cremos, pela fé, que já deu tudo certo! O Senhor é bom em todo tempo”.
A cirurgia tem como objetivo reparar o manguito rotador e outras lesões no ombro direito, por meio de artroscopia, técnica considerada minimamente invasiva. Laudos médicos apresentados pela defesa apontaram a necessidade do procedimento diante do quadro clínico.
Autorização e avaliação médica
A autorização foi concedida após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não se opôs ao pedido. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a cirurgia é necessária para estabilizar a saúde do ex-presidente.
“A Procuradoria-Geral da República não se opõe aos pedidos formulados, sem prejuízo da adoção das medidas de cautela reputadas necessárias”, declarou.
Histórico de saúde e prisão
As dores no ombro começaram após uma queda sofrida por Bolsonaro em janeiro, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar desde o fim de março, no bairro Jardim Botânico. A medida foi concedida por 90 dias após diagnóstico de broncopneumonia bilateral.
