terça-feira, 14 julho, 2026

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Família denuncia troca de corpos após morte de idosa no Hospital Clériston de Andrade

Da Redação

Uma família denunciou uma troca de corpos após a morte de uma idosa de 79 anos no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana. Segundo os familiares, o corpo de Dália Ventim Costa foi entregue por engano a outra família e chegou a ser encaminhado para outra cidade. O caso aconteceu na segunda-feira (13).

De acordo com os filhos da idosa, Dália Ventim Costa sofreu um infarto, foi internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Mangabeira no dia 26 de maio e, posteriormente, transferida para o HGCA. Ela morreu por volta das 23h30 de domingo (12).

Após serem informados sobre o falecimento, os familiares compareceram ao hospital para realizar a liberação do corpo. Segundo o relato da família, a equipe informou que o procedimento só poderia ser feito às 5h da manhã.

Ao retornarem no horário indicado, os parentes foram informados de que o corpo já não estava mais na unidade hospitalar. Conforme os familiares, a equipe explicou que o corpo havia sido encaminhado para outra cidade. A suspeita é de que tenha ocorrido uma troca durante o processo de liberação, envolvendo outra paciente cuja família seria de Aracaju, em Sergipe.

Ainda segundo os parentes, o hospital informou posteriormente que havia localizado o corpo e que ele seria levado de volta para Feira de Santana.

O corpo de Dália Ventim Costa retornou ao Hospital Geral Clériston Andrade pouco depois das 12h de segunda-feira. O sepultamento ocorreu na mesma tarde, no Cemitério São Jorge, em Feira de Santana. A idosa deixa cinco filhos.

Hospital instaura sindicância

Em nota, o Hospital Geral Clériston Andrade lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às famílias envolvidas.

A unidade informou ainda que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias da troca, identificar possíveis falhas no processo de liberação dos corpos e adotar as medidas administrativas cabíveis.

Segundo a direção do hospital, desde que tomou conhecimento do caso, equipes da unidade prestam acolhimento às famílias e acompanham todas as providências necessárias para que os sepultamentos sejam realizados “com respeito, dignidade e o menor impacto adicional possível”.

Apuração

A sindicância interna deverá esclarecer como ocorreu a falha durante o processo de identificação e liberação dos corpos. Até o momento, o hospital não divulgou prazo para conclusão da investigação nem informou se servidores foram afastados em razão do ocorrido.

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