Da Redação
Uma funcionária presa nesta quinta-feira (27), durante a Operação Fluxo Oculto, é investigada por desviar quase R$ 3 milhões de cinco empresas por meio de transferências via Pix. Segundo informações do jornal Correio, a suspeita recebia mensalmente um salário de R$ 3 mil.
Ainda de acordo com o veículo, os empregadores começaram a desconfiar da funcionária após perceberem mudanças no padrão de vida dela. Entre os indícios estavam veículos, objetos de luxo e roupas caras que passaram a ser ostentados pela suspeita.
Diante das suspeitas, as empresas iniciaram uma auditoria interna e posteriormente levaram o caso à Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC).
Segundo a Polícia Civil, a investigada liderava um esquema criminoso de gerenciamento de pagamentos fraudulentos, que provocou um prejuízo superior a R$ 2,9 milhões às empresas.

Funcionária teria usado cargo para facilitar fraudes
De acordo com as investigações, a suspeita utilizava a função que exercia nas empresas para simular situações de urgência financeira e possíveis riscos de aplicação de multas.
Com isso, buscava obter a aprovação rápida de transferências fraudulentas e evitar a fiscalização dos sócios das empresas, que atuam nos setores de construção civil e incorporação imobiliária.
As investigações apontam que as transações ocorreram entre abril de 2025 e maio de 2026. Nesse período, foram identificadas aproximadamente 386 operações, que totalizaram R$ 2.931.689,58 em prejuízos.
A Operação Fluxo Oculto foi deflagrada para investigar o esquema e responsabilizar os envolvidos nas fraudes.

