segunda-feira, 2 novembro, 2026

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Seu bolso: Gás de cozinha fica até R$ 15 mais caro na Bahia

Da Redação

O preço do gás de cozinha ficou mais caro na Bahia neste domingo (1º), após a Acelen anunciar um reajuste de 17,5% no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras. A alta deve provocar um aumento entre R$ 12 e R$ 15 no preço do botijão para o consumidor final.

A informação foi confirmada por Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). Segundo ele, este é o maior reajuste registrado desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, em dezembro de 2021.

De acordo com o representante do setor, o aumento terá impacto direto em toda a cadeia de distribuição e comercialização do produto. Com isso, os consumidores devem sentir a elevação dos preços já nas próximas compras.

Em nota, a Acelen informou que o preço do GLP comercializado pela Refinaria de Mataripe para as distribuidoras passou de R$ 3.971,60 por tonelada para R$ 4.664,90 por tonelada.

A empresa afirmou que sua política de preços segue critérios de mercado e considera fatores como o valor internacional do petróleo, a variação cambial e os custos de frete. Segundo a companhia, os preços podem sofrer oscilações para cima ou para baixo, conforme essas variáveis.

Sétimo reajuste do ano

Segundo dados do setor de revenda, este é o sétimo reajuste registrado em 2026. Ao longo do ano, o preço do gás de cozinha passou por uma sequência de aumentos e reduções.

Em janeiro, houve alta de 2,38%. Em fevereiro, foi registrada queda de 4,19%, enquanto março apresentou estabilidade. Já em abril, o reajuste foi de 15,2% e, em maio, de 4,3%.

Segundo o sindicato, o aumento de maio foi absorvido pelos revendedores, sem repasse integral aos consumidores.

Em junho, o produto voltou a subir, com alta de 9,59%. Nos meses seguintes, foram registradas reduções de 6,8% em julho e de 7,1% em agosto.

Em outubro, o setor enfrentou um novo reajuste, de aproximadamente 9%. Agora, o aumento de 17,5% anunciado para novembro supera as demais variações registradas desde o início do ano.

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