Da Redação
No fast food ele é rei. Seja no fim de semana, no delivery após um dia corrido ou como uma escolha prática, o hambúrger se consolidou como uma das opções mais consumidas no país.
O lanche, que já faz parte do dia a dia dos brasieliros, tem seu dia celebrado anualmente em 28 de maio. Dados da Kantar mostram que esse hábito segue em crescimento: cerca de 47 milhões de brasileiros consumiram hambúrguer no primeiro trimestre de 2024, somando mais de 113 milhões de ocasiões de consumo no período.
Segundo a nutricionista Fernanda Lopes, o efeito desse tipo de preparo está diretamente relacionado à composição do prato e à frequência de consumo “Quando inserido dentro de uma rotina nutricional equilibrada, o hambúrguer não compromete o emagrecimento. O que costuma pesar é o excesso de calorias associado, principalmente pela combinação com produtos ultraprocessados e de alta concentração calórica”, explica a especialista.
A seguir, a nutricionista esclarece o que realmente faz diferença na prática, confira:
- O tipo de carne define o valor energético
Versões industrializadas costumam apresentar maior teor de gordura saturada, sódio e aditivos, o que eleva a concentração calórica. Já as opções artesanais ou feitas em casa permitem maior controle sobre o corte e a proporção de gordura. “O tipo de carne impacta diretamente o perfil nutricional. Cortes com maior teor de gordura aumentam o valor energético e podem dificultar o ajuste ao longo do dia. A escolha por carnes mais magras favorece uma melhor distribuição de macronutrientes”, orienta.
- A combinação de ingredientes pode elevar a carga calórica
O preparo isolado raramente é o principal fator de desequilíbrio. O aumento do valor energético ocorre, na maioria das vezes, pela associação com ingredientes altamente processados e ricos em gordura. “A soma de itens como queijos processados, bacon e molhos industrializados eleva significativamente a carga energética, além de reduzir a qualidade nutricional. Esse tipo de combinação aumenta o teor calórico sem promover saciedade proporcional”, explica a nutricionista.
- O tipo de pão influencia a resposta metabólica
A escolha do pão também interfere diretamente na velocidade de absorção dos carboidratos e na resposta do organismo após o consumo. “Alimentos com alto índice glicêmico favorecem picos de glicose seguidos de queda rápida, o que pode aumentar a fome em curto prazo. Já opções com maior teor de fibras promovem absorção mais lenta e maior saciedade”, destaca.
- A frequência ao longo da semana interfere no resultado
Mais do que um consumo pontual, o efeito está relacionado à frequência com que esse tipo de refeição aparece na alimentação ao longo dos dias. “O organismo responde ao padrão alimentar ao longo do tempo. A repetição frequente de preparações com alta carga calórica pode comprometer o déficit necessário para o emagrecimento, mesmo quando há controle em outros momentos”, afirma.
- Faça escolhas mais saudáveis na montagem
Também é possível melhorar a qualidade da escolha com ajustes simples. Dar preferência a carnes magras, evitar excesso de queijos, reduzir molhos prontos e incluir folhas e legumes aumenta o valor nutricional e melhora a resposta do organismo após o consumo. “Quando essa escolha está inserida em um contexto alimentar organizado, mesmo preparações mais densas em calorias podem fazer parte da estratégia de emagrecimento. O equilíbrio ao longo do dia é o principal fator para manter consistência e resultado”, conclui.

