Da Redação
A gestão da Hidrovia do Rio São Francisco passa a ser responsabilidade da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), após a assinatura de um convênio entre o Governo da Bahia e o Ministério de Portos e Aeroportos, nesta quarta-feira (4), em Brasília.
O acordo, acompanhado pelo governador Jerônimo Rodrigues, terá vigência de 25 anos e estabelece medidas para melhorar a navegabilidade e a segurança do transporte fluvial, além de criar condições para a retomada da navegação comercial e o escoamento da produção regional.
Com a formalização do convênio, a CODEBA ficará responsável pela administração, operação, manutenção, conservação e restauração da Hidrovia do Rio São Francisco (HN-500). A transferência também inclui a Eclusa de Sobradinho e as Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) abrangidas pelo acordo.
A iniciativa busca fortalecer a infraestrutura logística da Bahia e ampliar as alternativas de transporte de cargas pelo Velho Chico. Entre os produtos que poderão ser beneficiados com a retomada da navegação comercial estão frutas, grãos, algodão e insumos, com potencial para facilitar a circulação da produção e ampliar a integração econômica regional.
Durante a assinatura do convênio, Jerônimo Rodrigues destacou a importância do acordo para a integração dos diferentes modais de transporte no estado e afirmou que as intervenções previstas devem começar no segundo semestre de 2027.
“Nossa expectativa é que, no segundo semestre de 2027, tenham início as intervenções previstas. Estamos trabalhando para integrar cada vez mais a logística da Bahia, conectando rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e também a hidrovia do São Francisco”, afirmou o governador.
Infraestrutura aeroportuária
Além da gestão da hidrovia, a reunião entre Jerônimo Rodrigues e o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, abordou melhorias na infraestrutura aeroportuária da Bahia.
Entre os assuntos discutidos esteve a implantação de um sistema de desaceleração de aeronaves, conhecido como EMAS, na cabeceira 29 do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. A tecnologia tem como objetivo ampliar a segurança operacional do terminal durante pousos e decolagens.

