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Imbróglio entre Sedur e Semob atrasa uso do terminal de Pituaçu


Publicado em: 20/04/2018 7:29
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A sobreposição de itinerários das linhas metropolitanas e urbanas aliada à falta de espaço que funcione como base para ônibus das linhas urbanas é o principal entrave para o funcionamento pleno do Terminal de Pituaçu, segundo o titular da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Fábio Mota. Inaugurado há 28 dias, conta com nove linhas metropolitanas e duas urbanas. E não há previsão de ampliação.

“Quando você cria novas linhas é preciso ter uma base para estes ônibus, como há em outras estações. Estamos vendo com a Sedur a possibilidade de ser no canteiro de obras da Gal Costa. Por falta dessa base não conseguimos implantar a linha Pituaçu-Aeroporto, por exemplo, além de outras 11”, diz o titular da Semob.

Ainda de acordo com ele, a Semob aguarda retorno da Sedur sobre a reestruturação do itinerário das linhas metropolitanas, para que as urbanas possam circular. A TARDE entrou em contato com a Sedur, mas até o final desta edição não obteve retorno.

Dificuldade

A situação tem gerado transtorno, pois os usuários passam por várias linhas para acessar a estação de ônibus, além da distância entre o equipamento e a estação do metrô de Pituaçu. “Eu venho para a região de Pituaçu e tenho que pegar três ônibus. Espero que quando as linhas forem colocadas, a locomoção melhore”, diz o operário José Santos, 33 anos.

Outros reclamam da mudança de itinerário, segundo eles, sem avisar. “Essa linha [8601 – URB-Portão] ia até a Paralela, na altura da avenida São Rafael, e retornava. Hoje, o motorista avisou que o ônibus só vai até o terminal desde sábado. Falta de respeito. E se a pessoa estiver sem dinheiro?”, questiona a jornalista Ana Cláudia, 26 anos.

Ainda está sendo negociada a implantação das linhas Cajazeira 11-Vale dos Lagos (1416), Pau da Lima-Aeroclube (1363), Fazenda Couto-Aeroporto (1632), Aeroporto-Terminal de Pituaçu (1075), Fazenda Grande-Itapuã (0315-1), Fazenda Grande do Retiro-Itapuã (0315), Paripe-Aeroporto (1653), Ribeira-Vale dos Lagos (0211), Vale dos Lagos (1374).

O imbróglio entre a Semob e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) afeta também o comércio local. O ambiente de “cidade-fantasma” torna as vendas dos 24 estabelecimentos e praça de alimentação cada vez mais raras.

Os corredores vivem vazios e os bancos são ocupados apenas pelos funcionários. Com exceção das placas e a presença dos agentes da concessionária CCR, o local não lembra a dinâmica de uma estação de ônibus. A capacidade do equipamento é de 280 mil passageiros diários e 175 ônibus por hora.

A vendedora Luciene Pereira, 53 anos, trabalha em um quiosque de açaí. A expectativa era de 80 a 100 vendas por dia e não passa de dez. No último sábado, foram sete vendas. Por volta das 10h desta quinta-feira, 19, ainda não havia vendido nenhum produto. “É uma situação difícil. Espero que a implantação dessas linhas aconteça logo”, disse.

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