sábado, 18 julho, 2026

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Jaques Wagner afirma que impacto do caso Banco Master na reeleição é ‘zero’

Da Redação

O senador Jaques Wagner (PT) descartou impacto significativo do caso envolvendo o Banco Master em sua pré-campanha à reeleição. Em resposta ao BNews, durante agenda ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT) no Subúrbio Ferroviário, Wagner assegurou estar “absolutamente tranquilo” com a investigação da Polícia Federal. A informação é do site BNews.

Um tracking encomendado pelo PT sugere que a operação teve menor repercussão do que o esperado. O senador comparou a situação com precedente de 2018, quando investigação similar foi arquivada.

“Eu não estou falando muito disso porque eu prefiro falar de campanha”, declarou Wagner à reportagem, evitando prolongar discussão sobre o tema.

O veterano ressaltou sua experiência como governador e confiança na receptividade junto aos eleitores. “A gente tem história, né? Eu fui governador oito anos, as pessoas conhecem o perfil de cada um”, afirmou.

Avaliação de campanha

Wagner prosseguirá com agenda de campanha em Teixeira de Freitas para novo PGP (Plano de Governo e Proposta). Segundo o senador, a receptividade nas ruas indica recuperação de confiança.

“Sinceramente, repercussão aqui dentro, para mim, foi zero”, resumiu, sinalizando otimismo para continuidade de campanha.

Imóveis bloqueados pela justiça

Ainda, segundo o site, o senador  teve duas transações imobiliárias bloqueadas pela Justiça. Um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões em Camaçari e um apartamento de R$ 10 milhões em Salvador ficaram indisponíveis antes da conclusão das vendas, conforme apurado pelo jornal O Estado de São Paulo.

O bloqueio foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, dias após operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de recebimento de propina ligada ao Banco Master. O cartório recebeu ordem de bloqueio de bens e impediu a transferência do terreno camaçariense.

Terreno e Esporte Clube Bahia

O imóvel em Camaçari seria repassado ao Grupo City, controlador da SAF do Esporte Clube Bahia. A área integraria futuro empreendimento imobiliário ao lado de novo centro de treinamento do clube. O Bahia informou que a compra envolveu terrenos de cinco proprietários, sendo a área de Wagner apenas 4% do total adquirido.

O clube assegurou que o bloqueio não compromete o projeto. Segundo a entidade, a transferência foi apenas uma das operações maiores envolvidas no negócio.

Apartamento negociado com prefeito

No dia 10 de junho – oito dias antes da operação – Wagner também teve bloqueada a venda de apartamento em Salvador ao prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Passos de Araújo (União Brasil), pelo valor de R$ 10 milhões. A transferência de propriedade não foi concluída.

Araújo alegou que a compra estava pactuada desde 2025. “Tenho um nome a zelar e nunca estive envolvido em nenhuma irregularidade. Essa transação foi feita dentro da mais absoluta legalidade”, declarou ao Estadão.

Cronologia da transação

Conforme o prefeito, o contrato data de dezembro de 2025, com todos os pagamentos efetuados na conta de Wagner até meados de abril. A escritura foi lavrada em maio. No dia 10 de junho, ele deu entrada para registro – anterior à deflagração da operação.

“Infelizmente, acabei figurando nessa história como terceiro de boa fé”, completou Araújo.

Defesa nega irregularidades

Por meio de sua defesa, Wagner negou qualquer ilegalidade. O advogado Pablo Domingues declarou que o senador não se manifestará sobre assuntos fora da campanha eleitoral.

“Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, afirmou Domingues. Conforme a defesa, todos os demais assuntos continuarão sendo tratados judicialmente.

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