Da Redação
O senador Jaques Wagner (PT) está entre os investigados da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18). A ação apura a eventual participação de agente público em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. O senador é líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal.
Ao todo, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, a investigação busca apurar se o parlamentar teria atuado para beneficiar projetos de interesse do Banco Master. Em contrapartida, os investigadores suspeitam que Wagner tenha recebido vantagens indevidas, entre elas um apartamento, repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiares, além do uso de aeronaves e ingressos para eventos.
A Polícia Federal destacou que os fatos investigados ainda estão sob apuração e que não há, até o momento, denúncia ou condenação contra os investigados.
Medidas cautelares
Além dos mandados de busca e apreensão, o Supremo Tribunal Federal autorizou o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas estão a proibição de contato entre os investigados e a suspensão dos passaportes.
Inicialmente, a Polícia Federal informou que também seria adotado monitoramento eletrônico dos alvos da operação. Posteriormente, a corporação corrigiu a informação e retirou essa medida do conjunto de determinações judiciais.
Segundo a PF, os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Operação segue em andamento
A 9ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada nesta quinta-feira (18/6) e tem como foco a apuração de possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e instituições financeiras.
As investigações continuam sob supervisão do Supremo Tribunal Federal e buscam esclarecer a eventual existência de benefícios indevidos relacionados a interesses do sistema financeiro nacional.
