Em entrevista concedida na reta final do segundo turno, o senador Jaques Wagner (PT-BA) demonstrou forte otimismo em relação ao desempenho da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, projetando uma virada expressiva nas urnas e destacando o papel estratégico do estado da Bahia no processo eleitoral.
“A expectativa é muito positiva. Você sente as ruas muito aderentes, um movimento forte dos estudantes e nas redes sociais. Conseguimos injetar muita energia positiva na campanha”, avaliou o senador. Wagner apontou que o aumento da rejeição ao candidato de oposição reflete o comportamento demonstrado nos debates recentes: “O Brasil não precisa de um perfil debochado para a Presidência, precisa de alguém compenetrado, com responsabilidade e capacidade de administração. Nossa vitória representará uma resposta firme contra o autoritarismo e contra o poder das big techs.”
O parlamentar enfatizou a disparidade entre as propostas em disputa e reforçou o impacto direto da aliança política nos investimentos para a população baiana. “Temos dois cenários claros: a gestão anterior do governo federal com zero de investimento na Bahia versus a atual parceria de Jerônimo com Lula, que assegura R$ 145 bilhões em investimentos para o nosso estado. Como dizia Ulysses Guimarães, ‘a nossa insatisfação não pode ser maior do que a nossa lucidez’. Trata-se de escolher o melhor caminho para o país”, declarou.
Para consolidar a vantagem no estado, Wagner ressaltou o empenho do grupo político em combater as abstenções e atrair eleitores indecisos. “A Bahia sempre foi fundamental; fomos o estado com a maior diferença de votos em 2022 e estamos trabalhando para repetir esse resultado. Temos a quarta maior população do país e um eleitorado consciente. Não gosto de fazer contas exatas, mas meu objetivo é ver a votação de Lula superar os 70% por aqui”, concluiu o senador.

