terça-feira, 25 agosto, 2026

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Justiça decreta prisão preventiva de sete suspeitos após violência antes do Ba-Vi

Da Redação

A Justiça decretou a prisão preventiva de sete suspeitos de envolvimento em episódios de violência registrados no domingo (23), antes do clássico Ba-Vi, em Salvador. As decisões foram tomadas pela 1ª Vara das Garantias da Capital durante audiências de custódia realizadas nesta terça-feira (25), após manifestação favorável do Ministério Público da Bahia (MPBA).

Segundo o MPBA, a conversão das prisões em flagrante para preventiva foi solicitada para garantir a ordem pública e preservar as investigações sobre os episódios de violência envolvendo torcidas organizadas.

Em um dos procedimentos, a Justiça converteu em preventiva as prisões de seis investigados por participação em um ataque ocorrido na Avenida 29 de Março, na região de Cajazeiras VIII. A ação terminou com a morte do torcedor José Alexandre Souza Borges e deixou outras pessoas feridas.

De acordo com a investigação policial, os seis fariam parte de uma ação coletiva que reunia dezenas de integrantes da Torcida Uniformizada Imbatíveis (TUI). O grupo teria utilizado veículos para interceptar torcedores rivais, provocando a colisão de motocicletas e cercando as vítimas.

Ainda segundo a investigação, os suspeitos teriam utilizado facas, barras de ferro, pedaços de madeira, socos-ingleses, pedras e artefatos explosivos improvisados durante as agressões.

Conforme a decisão judicial, um dos investigados foi reconhecido por vítimas como participante direto das agressões e apontado como um dos ocupantes do veículo utilizado na ação. Com ele, teriam sido encontradas roupas com vestígios de sangue e um soco-inglês.

Outros três investigados foram localizados entre 15 e 30 minutos após o ataque, a aproximadamente 300 metros do local. Eles estavam junto a outros integrantes da torcida organizada e apresentavam manchas aparentes de sangue nas roupas, nos calçados ou no corpo.

Ao acolher o parecer do Ministério Público, a Justiça destacou a gravidade concreta do episódio. A decisão aponta que a vítima fatal sofreu múltiplas perfurações provocadas por arma branca e que as demais vítimas precisaram buscar refúgio em áreas de mata e barrancos para escapar das agressões.

Para o Judiciário, os elementos reunidos até o momento indicam uma ação planejada, realizada por um grupo numeroso e com utilização de diferentes instrumentos ofensivos. As circunstâncias foram consideradas suficientes para justificar a manutenção da prisão cautelar dos investigados.

Sétimo suspeito

Em outro procedimento, também relacionado aos episódios de violência envolvendo torcidas organizadas antes do Ba-Vi, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de um sétimo investigado.

Segundo os autos, ele foi abordado por policiais militares na Avenida Afrânio Peixoto, no bairro do Lobato, enquanto estava em um veículo ocupado por integrantes da torcida organizada “Os Imbatíveis”.

Durante a abordagem, foram encontrados um artefato explosivo artesanal, rojões, socos-ingleses, canivetes, barras de ferro, tinta spray, cordas, faixas e outros materiais associados à torcida organizada.

Conforme registrado na decisão, o próprio investigado teria afirmado, durante o interrogatório, que transportava barras de ferro para eventual confronto com integrantes de uma torcida rival.

O Ministério Público sustentou que a apreensão do explosivo artesanal e dos demais objetos potencialmente utilizados em confrontos demonstrava risco concreto à ordem pública.

O argumento foi acolhido pela Justiça, que considerou a periculosidade da conduta, o contexto de rivalidade entre torcidas organizadas e a necessidade de impedir novos episódios de violência.

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