Da Redação
O presidente Lula (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno para a Presidência da República, segundo nova pesquisa Datafolha. O petista registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 43%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
O resultado é semelhante ao levantamento realizado em julho, quando Lula tinha 48% e Flávio Bolsonaro, 43%.
A pesquisa mostra diferenças mais acentuadas entre os candidatos de acordo com o perfil dos eleitores. Lula apresenta vantagem entre mulheres, eleitores pretos, católicos e pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos.
Já Flávio Bolsonaro lidera entre os evangélicos e entre os eleitores com renda familiar superior a dois salários mínimos.
O Datafolha ouviu presencialmente 2.058 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 18 e 19 de agosto de 2026. A margem de erro para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Nos recortes por gênero, renda, raça, religião e região, a margem de erro varia conforme o tamanho da amostra. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026 e encomendada pela Folha e pela TV Globo.
Lula lidera entre mulheres e Flávio entre homens
Entre as mulheres, Lula registra 51% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em julho, os percentuais eram de 50% e 40%, respectivamente.
Entre os homens, o cenário é de empate técnico. Flávio aparece com 48%, enquanto Lula tem 43%. Na pesquisa anterior, o senador registrava 46% e o presidente, 45%.
A margem de erro nesse recorte é de três pontos percentuais para mulheres e homens.
Lula tem vantagem entre eleitores pretos
O maior percentual de Lula no recorte por raça aparece entre os eleitores que se declaram pretos. O presidente registra 55%, contra 37% de Flávio. Em julho, o resultado era de 54% a 34%.
Entre os eleitores pardos, Lula aparece com 48%, enquanto Flávio tem 42%. Já entre os brancos, Flávio lidera numericamente, com 47%, contra 41% de Lula.
Nos grupos de pardos e brancos, contudo, os candidatos estão tecnicamente empatados. A margem de erro é de cinco pontos entre pretos, três entre pardos e quatro entre brancos.
Renda divide preferência entre os candidatos
Lula mantém vantagem entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos. Nesse grupo, o presidente tem 55%, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Em julho, os índices eram de 56% e 36%.
Nas faixas de renda mais elevadas, o cenário se inverte. Entre os que recebem mais de dois a cinco salários mínimos, Flávio registra 51%, enquanto Lula tem 37%.
Entre os eleitores com renda familiar superior a cinco salários mínimos, o senador aparece com 54%, ante 39% do presidente.
A margem de erro é de três pontos percentuais entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos, quatro pontos na faixa de mais de dois a cinco salários e seis pontos entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.
Flávio lidera entre evangélicos
Entre os católicos, Lula tem 54% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Em julho, os percentuais eram de 54% e 37%.
Entre os evangélicos, o cenário é favorável ao senador. Flávio Bolsonaro registra 62%, enquanto Lula aparece com 29%. Na rodada anterior, os percentuais eram de 60% e 31%, respectivamente.
A margem de erro é de três pontos percentuais entre católicos e quatro pontos entre evangélicos.
Nordeste concentra maior vantagem de Lula
O Nordeste é a região onde Lula apresenta seu melhor desempenho. O presidente registra 61% das intenções de voto, contra 30% de Flávio Bolsonaro. Em julho, o placar era de 62% a 29%.
No Sul, Flávio lidera com 50%, enquanto Lula tem 38%. Na rodada anterior, os percentuais eram de 52% e 36%.
No Sudeste, há empate técnico: Flávio aparece com 46% e Lula, com 43%. Em julho, o senador também tinha 46%, enquanto o presidente registrava 44%.
O cenário também é de empate técnico no agrupamento Centro-Oeste/Norte. Flávio tem 49%, contra 42% de Lula. Os percentuais eram os mesmos na rodada anterior.
A margem de erro é de quatro pontos percentuais no Nordeste, seis no Sul, três no Sudeste e cinco no Centro-Oeste/Norte.

