Da Redação
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial. Segundo o levantamento, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 38%.
O estudo é o primeiro divulgado pelo instituto após a repercussão do caso envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”. No cenário apresentado, os votos brancos, nulos e dos entrevistados que afirmam não votar somam 14%, enquanto os indecisos representam 4%.
Na rodada anterior da pesquisa, realizada em maio, Lula tinha 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro aparecia com 41%, configurando empate dentro da margem de erro. Na ocasião, os brancos, nulos e eleitores que declaravam não votar também somavam 14%, enquanto os indecisos eram 3%.
Cenário de primeiro turno
A pesquisa também simulou um cenário de primeiro turno com novos nomes na disputa. Deixaram de ser testados Aldo Rebelo e Hertz Dias, enquanto passaram a integrar a lista os nomes de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB).
Nesse cenário, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Os demais pré-candidatos não alcançaram dois dígitos.
Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 3% cada. Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo) registram 2%. Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.
Cenários alternativos de segundo turno
O levantamento também avaliou possíveis disputas entre Lula e outros nomes da direita. Contra Renan Santos, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato do partido Missão alcança 31%.
Já em um cenário contra Romeu Zema, o presidente aparece com 45%, ante 35% do governador mineiro. Contra Ronaldo Caiado, Lula também soma 45%, enquanto o governador de Goiás registra 35%.
Caso Dark Horse e Banco Master
O desempenho de Flávio Bolsonaro foi medido após a divulgação de um áudio de conversa entre o senador e Daniel Vorcaro, no qual o parlamentar solicitava recursos para financiar o filme “Dark Horse”, uma produção autobiográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o texto da pesquisa, o ex-banqueiro teria transferido R$ 61 milhões.
A Quaest também perguntou aos entrevistados sobre o caso envolvendo o Banco Master. Entre os consultados, 60% afirmaram que as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro levantaram suspeitas sobre atitudes ilegais. Outros 19% disseram considerar o diálogo normal.
Quando questionados sobre o pedido de financiamento para o filme, 17% afirmaram que o senador agiu corretamente e que não houve problema na conversa. Já 65% consideraram que ele errou e deveria ter evitado o contato.
Índices de rejeição
A pesquisa mostra que Lula e Flávio Bolsonaro seguem liderando os índices de rejeição entre os nomes testados. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados afirmaram conhecer Lula e não votariam nele. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual chega a 56%.
Entre os demais nomes avaliados, Aécio Neves registra rejeição de 54%, Romeu Zema 29%, Ronaldo Caiado 32%, Renan Santos 20% e Joaquim Barbosa 17%.
Augusto Cury aparece com 16%, Edmilson Costa com 9%, Heró Bezerra com 10%, Hertz Dias com 8% e Samara Martins com 10%.
Avaliação do governo Lula
O levantamento também mediu a percepção dos brasileiros sobre o governo federal. Para 38% dos entrevistados, a gestão Lula é considerada ruim ou péssima. Outros 34% classificam o governo como bom ou ótimo.
Já 26% avaliam a administração como regular. O percentual dos que não souberam ou não responderam ficou em 2%. Segundo a pesquisa, os índices permaneceram estáveis em relação ao levantamento de maio.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. As entrevistas foram realizadas presencialmente em domicílios. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
