Da Redação
O sonho da casa própria se tornou realidade para 300 famílias em Salvador com a entrega do Residencial Zulmira Barros, realizada nesta quarta-feira (30), no bairro Fazenda Grande IV. O empreendimento integra o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Entidades e foi entregue pelo governador Jerônimo Rodrigues, em cerimônia com a presença de autoridades e moradores.
“Hoje, entregamos 300 unidades habitacionais, fruto da parceria entre o Governo Federal, o Governo do Estado, os movimentos sociais e a iniciativa privada. É uma alegria ver tantas famílias realizando o sonho da casa própria. Nosso desejo é que este seja um ambiente de paz, segurança e oportunidades para que crianças e jovens possam crescer com dignidade. Essa é a força de um trabalho feito em conjunto, transformando vidas e levando mais qualidade de vida ao povo baiano”, afirmou o governador.
O Residencial Zulmira Barros foi concluído em janeiro de 2026 e conta com unidades de 44 metros quadrados de área privativa. O conjunto oferece infraestrutura com áreas de lazer e convivência, incluindo quadra poliesportiva, parque infantil e quiosques.
O investimento total supera R$ 50 milhões, sendo R$ 49.009.991,80 oriundos do Governo Federal, por meio do MCMV Entidades, e R$ 1.004.000,00 do Governo do Estado.
Sonho realizado
Entre os beneficiados está a empregada doméstica Doralice Ferreira, de 60 anos, que celebrou a conquista da casa própria após anos de espera.
“Muita emoção, porque há muitos anos a gente vem lutando para ter uma casa. Eu nunca tive uma casa. Cheguei aos 60 anos sem ter uma casa, e agora Deus me abençoou com a chave da minha casa. Estou muito feliz, feliz mesmo, de coração, porque hoje eu tenho minha casa”, comemorou.
Mais dignidade e segurança
O secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Joaquim Neto, destacou o impacto do empreendimento na qualidade de vida das famílias. Segundo ele, foram investidos R$ 1 milhão, por meio da Conder, em obras de contenção de encosta para ampliar a segurança dos moradores.
Critérios e participação popular
A seleção das famílias seguiu os critérios estabelecidos pelo programa Minha Casa, Minha Vida, incluindo 11 exigências nacionais e requisitos complementares definidos por entes locais e pela entidade organizadora.
Outro diferencial foi a participação das famílias ao longo do processo, iniciado em 2012, com envolvimento em assembleias e reuniões.
“Além dos critérios nacionais, valorizamos a participação das famílias, que acompanham esse processo desde 2012. No Minha Casa, Minha Vida Entidades, primeiro se constrói a comunidade, depois se entrega a casa”, destacou Marli Carrara, da União por Moradia Popular.
