quarta-feira, 8 julho, 2026

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Médico ortopedista é preso por importunação sexual no bairro de Pirajá

Da Redação

Um médico ortopedista foi preso em flagrante na noite de terça-feira (7), após ser acusado de importunação sexual por uma paciente durante atendimento na Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador. A ocorrência foi registrada por volta das 21h40 e mobilizou equipes da Polícia Militar da Bahia (PMBA), acionadas pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom).

Segundo informações da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (9ª CIPM), a paciente relatou que o médico, que estava de plantão na unidade, teria praticado um ato de cunho sexual sem o consentimento dela durante a consulta.

Como ocorreu o atendimento

De acordo com informações divulgadas pelo BNEWS, a mulher afirmou que, durante o exame, o profissional solicitou que ela abaixasse as vestes e se curvasse para avaliação da região lombar.

Ainda conforme o relato, durante o procedimento, o médico teria puxado o quadril da paciente pela cintura em direção ao próprio corpo. A vítima disse que, nesse momento, sentiu as partes íntimas do profissional encostarem em seu corpo e decidiu interromper o atendimento.

Versão do médico

Em depoimento, o médico negou a acusação. Segundo ele, seria impossível que a situação tivesse ocorrido da forma narrada pela paciente. O profissional também afirmou que a porta do consultório permaneceu fechada, porém destrancada, e que não havia outras pessoas no local durante o atendimento.

Prisão e encaminhamento

Após ouvir as partes envolvidas, a guarnição da PM conduziu a paciente e o suspeito inicialmente para a Central de Flagrantes (Cenflag). Em seguida, ambos foram levados à Casa da Mulher Brasileira e, posteriormente, à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), onde a ocorrência foi formalizada.

O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil, que deverá ouvir testemunhas e reunir outros elementos para esclarecer as circunstâncias da denúncia. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre audiência de custódia ou eventual manifestação da defesa do médico.

Casos de importunação sexual são investigados pelas autoridades competentes e dependem da apuração dos fatos para definição das responsabilidades. O procedimento policial inclui a coleta de depoimentos, análise de provas e demais diligências previstas na legislação.

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