segunda-feira, 15 junho, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Morte na ponte: presos alegam falha de memória e dizem estar abalados

Da Redação

Foto: Reprodução/TV Globo

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de bungee jump em Cordeirópolis, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de depoimentos dos funcionários presos pelo caso. A reportagem exibida pelo Fantástico, neste domingo (14), revelou que os três investigados afirmaram à Polícia Civil não se recordar de quem era a responsabilidade pela instalação e pela checagem da corda de segurança antes do salto.

Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma ponte sem estar conectada ao equipamento de segurança. Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que a estudante é erguida e lançada pelos instrutores sem a fixação da corda ao corpo.

Em depoimento, Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos presos, informou que a empresa cobrava R$ 180 por salto e afirmou que não havia uma divisão fixa de funções entre os integrantes da equipe.

“Às vezes a gente tipo assim não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso”, declarou.

Questionado pelos investigadores se era o responsável por instalar o equipamento de segurança ou realizar a conferência final antes do salto de Maria Eduarda, Luis Felipe respondeu que não se lembrava.

Outro instrutor preso, Maicon Fernandes Cintra, afirmou que participava da checagem dos equipamentos utilizados nos saltos. No entanto, ao ser perguntado se realizou a conferência no caso da estudante, também declarou não se recordar.

Investigação apura dolo eventual

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte, mesmo sem a intenção direta de matar.

Dos seis responsáveis pelo evento, três permanecem presos. Segundo a investigação, são justamente os profissionais que participaram diretamente da preparação e do lançamento da jovem da ponte.

Defesa afirma que instrutores estão abalados

O advogado dos três presos, Rafael Gomes dos Santos, afirmou que os clientes estão emocionalmente abalados e não conseguem explicar como o acidente aconteceu.

“Eles estão em estado de choque, não conseguem explicar o ocorrido, porque já estão há anos fazendo isso. Nunca teve nenhum evento semelhante”, afirmou.

Além da dinâmica do acidente, a Polícia Civil também investiga o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do salto. Conforme o inquérito, o equipamento ainda não foi localizado.

O corpo da jovem foi sepultado neste domingo (14), em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo.

Publicidade

Arquivos