segunda-feira, 5 outubro, 2026

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MP-BA pede manutenção da prisão de dez integrantes da Bamor pelo crime de tortura

Da Redação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor pelos crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi protocolada na última sexta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição.

Os denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. O MP-BA requer à Justiça a condenação dos acusados pelos crimes atribuídos individualmente a cada um deles, além da manutenção das prisões preventivas.

A acusação também pede o pagamento de indenização às vítimas por danos materiais e morais e a fixação de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.

Segundo o Ministério Público, os denunciados integravam uma estrutura criminosa considerada estável e organizada, com divisão de funções. Conforme a acusação, os crimes teriam ocorrido em um contexto de punição privada contra pessoas que, de acordo com a diretoria da torcida, seriam responsáveis por supostos desvios internos.

Violência contra duas pessoas

Segundo a denúncia, os crimes teriam ocorrido em julho deste ano. Os investigados teriam utilizado a estrutura da torcida organizada para submeter duas pessoas a sessões de violência física e psicológica.

De acordo com o MP-BA, o objetivo seria obter confissões sobre supostas irregularidades relacionadas ao sistema de gestão de associados da entidade.

A atuação dos investigados teria ocorrido de forma coordenada, com divisão de tarefas e utilização da sede da torcida organizada para a prática dos crimes, segundo a acusação.

Quem foi denunciado

Entre os denunciados está Matheus Pires Castro, presidente da Bamor. Também foram denunciados integrantes da diretoria da torcida organizada.

A lista inclui Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; e Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro.

Também foi denunciado o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado como integrante da torcida organizada.

Os denunciados respondem às acusações no âmbito da investigação e da ação penal. A denúncia do MP-BA representa a acusação formal do órgão e não significa, por si só, condenação dos envolvidos.

Operação Inquisição

A denúncia apresentada pelo Gaeco é resultado da Operação Inquisição, investigação que apura a suposta utilização da estrutura da torcida organizada para a prática de crimes.

O MP-BA sustenta que os investigados teriam atuado de maneira organizada e com funções distribuídas entre os integrantes. As prisões preventivas permanecem sendo requeridas pelo órgão durante o andamento do processo.

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