quarta-feira, 8 julho, 2026

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Mulher é morta a facadas um mês após denunciar companheiro por violência

Da Redação

Uma mulher de 28 anos foi morta a facadas na manhã desta quarta-feira (8), no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador. O crime aconteceu cerca de um mês após a vítima denunciar o companheiro por agressão e deixar a residência onde vivia com ele. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

A vítima foi identificada como a cuidadora de idosos Ariane Silva Fonseca. O principal suspeito do crime, Wendell Souza da Silva, foi preso em flagrante na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a polícia, com ele foram apreendidos uma arma de fogo e drogas.

Ariane e Wendell mantiveram um relacionamento por mais de 10 anos e eram pais de uma menina de 8 anos. Em 4 de junho deste ano, a cuidadora foi agredida com um soco no rosto na frente da filha. Ela sofreu um corte no supercílio, ficou com o olho inchado e precisou de atendimento no Hospital Geral do Estado (HGE).

Ainda no mesmo dia, Ariane registrou ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e passou a morar com a mãe, levando também a filha. Conforme o registro policial, a agressão teria sido motivada por ciúmes.

Familiares afirmam que, após a separação, o suspeito passou a perseguir e ameaçar a vítima. Segundo a tia de Ariane, ele frequentava a casa onde ela estava morando e fazia ameaças de morte.

“Ele sempre vinha (na casa da mãe dela), dizia que a amava e depois dizia que ia matá-la, todas as pessoas da rua ouviram. Passou a persegui-la no ônibus, no caminho do trabalho”, contou.

Moradores da região, que preferiram não se identificar, confirmaram à reportagem da TV Bahia que ouviram diversas ameaças feitas por Wendell contra Ariane.

Na manhã desta quarta-feira, quando a cuidadora saiu de casa para trabalhar, foi abordada pelo suspeito no meio da rua e atacada com golpes de faca.

“Hoje ele fez o que disse que ia fazer: matar”, afirmou a tia da vítima.

A Polícia Civil informou que o caso é tratado como feminicídio e confirmou que já existiam outros registros policiais envolvendo o suspeito.

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