Da Redação
A OAB-BA voltou a cobrar ações efetivas das autoridades de segurança pública no combate ao chamado “golpe do falso advogado”, que tem se intensificado em diversas regiões da Bahia. Em ofício enviado na terça-feira (07) à Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a entidade manifestou preocupação com a ausência de resultados concretos e pediu medidas urgentes.
O documento foi encaminhado pelo Colégio de Presidentes de Subseções e destaca que, apesar do anúncio anterior de uma operação específica da Polícia Civil para apurar os casos, até o momento não há registros de ações efetivas ou prisões relacionadas a esse tipo de crime no estado.
A manifestação é assinada pela diretoria da OAB-BA e pelos presidentes das 37 subseções, reforçando a gravidade da situação e a preocupação institucional com os impactos do golpe, que tem causado prejuízos financeiros e insegurança tanto para cidadãos quanto para profissionais da advocacia.
Cobrança por resultados
Nos últimos meses, a OAB-BA tem realizado reuniões com autoridades e denunciado o avanço do crime, além de solicitar providências mais incisivas. O tema também foi debatido durante o Colégio de Presidentes realizado em Barreiras, nos dias 26 e 27 de março.
Paralelamente, a entidade adotou medidas próprias para tentar conter o golpe. Entre elas, está a criação de uma cartilha digital com orientações para identificar e evitar fraudes, além de campanhas de conscientização nos canais oficiais.
A OAB-BA também orienta a população a confirmar informações diretamente com advogados por canais já conhecidos e a desconfiar de pedidos urgentes de pagamento, especialmente via PIX. Um canal específico para denúncias foi disponibilizado (denuncias@oab-ba.org.br), com os registros sendo encaminhados às autoridades policiais.
Além disso, a instituição afirma que tem enviado dossiês à Polícia Civil, participado de reuniões com o Ministério Público e dialogado com órgãos do sistema de Justiça e segurança pública para estruturar um protocolo integrado de combate ao golpe.
“Apesar de nossos esforços diligentes, não temos visto a resposta necessária das autoridades de segurança pública”, destaca o ofício do Colégio de Presidentes.
Diante do cenário, a entidade cobra providências imediatas da SSP-BA, com foco na intensificação das investigações, realização de operações e responsabilização dos envolvidos. Segundo o documento, a falta de ações pode contribuir para a continuidade das fraudes.

