Da Redação
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta sexta-feira (8), a Operação Skincare para combater o uso irregular de equipamentos de bronzeamento artificial em clínicas de estética de Salvador e da Região Metropolitana.
A ação é coordenada pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e cumpre mandados judiciais em seis estabelecimentos investigados.
Segundo a Polícia Civil, os espaços funcionavam como clínicas de estética e também realizavam procedimentos de bronzeamento artificial com máquinas proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. De acordo com a Anvisa, os equipamentos oferecem riscos à saúde e podem causar câncer de pele.


O inquérito instaurado pela Decon apura possíveis crimes relacionados à exposição de consumidores a riscos à saúde, além de lesões corporais e suposta publicidade enganosa sobre os serviços oferecidos.
As investigações apontam ainda que os estabelecimentos poderiam estar prometendo resultados estéticos sem comprovação efetiva.
A Operação Skincare conta com apoio das Vigilâncias Sanitárias das prefeituras de Salvador e Lauro de Freitas, além da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) e da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA).
Riscos do bronzeamento artificial
O bronzeamento artificial com câmaras de radiação ultravioleta tem uso proibido no Brasil desde 2009 por determinação da Anvisa. A restrição foi adotada após estudos apontarem relação direta entre a exposição aos raios UV artificiais e o aumento do risco de câncer de pele.
Especialistas alertam que a exposição excessiva também pode provocar queimaduras, envelhecimento precoce da pele e lesões oculares.
