terça-feira, 10 fevereiro, 2026

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Operação prende líder de facção criminosa ligado ao Comando Vermelho no norte da Bahia

Da Redação

O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta quinta-feira (5), a terceira fase da operação Premium Mandatum, no município de Petrolina, em Pernambuco, contra integrantes de facção criminosa com atuação em Senhor do Bonfim e em outras cidades do norte da Bahia. Durante a ação, um dos líderes regionais do Comando Vermelho foi preso.

Fotos: Ascom-MPBA

O suspeito era considerado foragido da Justiça, com mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Ele também foi detido em flagrante por posse ilegal de armas. Na operação, foram apreendidas quatro armas de fogo, entre espingardas e pistolas, além de munições e um aparelho celular.

A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte) e pela 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim, com apoio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (BEPI-PE) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (Cipe-Caatinga). As medidas foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim.

Os alvos desta fase não haviam sido localizados nas etapas anteriores da operação. Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão na Bahia, nos municípios de Senhor do Bonfim e Juazeiro, além de diligências em Santa Catarina.

Segundo o MPBA, os investigados ocupavam posições estratégicas dentro da hierarquia da organização criminosa, atuando como líderes, gerentes e facilitadores do esquema ilícito.

As duas primeiras fases da Premium Mandatum resultaram na denúncia de 48 pessoas ligadas ao setor financeiro da facção criminosa, além do bloqueio judicial de R$ 44 milhões pertencentes ao grupo.

Estrutura hierárquica

De acordo com as investigações, a facção criminosa possuía uma estrutura hierárquica bem definida, com comando estratégico exercido de dentro do sistema prisional. Um dos líderes, mesmo encarcerado, coordenava operações violentas, incluindo ordens para execuções, além de gerenciar o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.

O esquema contava ainda com a participação de familiares, que atuavam como facilitadores ao ceder contas bancárias para pulverizar valores e dificultar o rastreamento financeiro pelas autoridades.

Para o MPBA, a terceira fase da operação é fundamental para desarticular a cadeia de comando e interromper o fluxo de recursos que financiava as atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas, homicídios e comércio ilegal de armas. O material apreendido deverá subsidiar novas provas para aprofundar as investigações e responsabilizar todos os envolvidos.

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