Da Redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com a Receita Federal, realizou nesta terça-feira (23) a Operação Rede de Fumaça, uma ação nacional voltada ao combate da comercialização de cigarros eletrônicos, cuja venda é proibida no Brasil. Durante a operação, foram apreendidos mais de 25 mil produtos em diferentes estados do país.
Além dos dispositivos eletrônicos para fumar, as equipes também recolheram 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados. Segundo a Anvisa, a iniciativa busca reduzir a circulação de produtos ilegais no mercado brasileiro e fortalecer as ações de proteção à saúde pública.
Produtos seguem proibidos no Brasil
A Agência reforçou que os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos, continuam proibidos no país. A comercialização desses produtos é vedada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024.
De acordo com a Anvisa, os cigarros eletrônicos representam riscos significativos à saúde da população. A preocupação é ainda maior em relação aos jovens, público frequentemente apontado como alvo das estratégias de fabricantes, importadores e distribuidores desse tipo de produto.
Estudos apontam riscos para crianças e adolescentes
Pesquisas citadas pela Agência indicam que os cigarros eletrônicos podem funcionar como porta de entrada para o tabagismo tradicional. Diversos estudos analisam a relação entre o uso desses dispositivos e o início do consumo de produtos derivados do tabaco, especialmente entre crianças e adolescentes.
Segundo os levantamentos, usuários de cigarros eletrônicos apresentam maior probabilidade de migrar para o consumo de cigarros convencionais quando comparados a pessoas que nunca utilizaram esses dispositivos.
A Anvisa destaca que as ações de fiscalização e apreensão integram uma estratégia contínua para combater a venda irregular de produtos fumígenos e reduzir os impactos do tabagismo na saúde da população brasileira.
O órgão também reforça a importância da conscientização sobre os riscos associados ao uso dos dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, grupo considerado mais vulnerável às campanhas de marketing do setor.

