Da Redação
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (8), uma operação de busca na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo a defesa, o mandado previa a apreensão de armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro, mas nenhum material foi localizado durante a diligência. A informação é do g1.
De acordo com os advogados do ex-presidente, a ordem judicial foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A Polícia Federal confirmou a realização da operação, porém não divulgou detalhes sobre a ação.
Conforme interlocutores da PF, a busca ocorreu na residência de Bolsonaro, localizada no bairro Jardim Botânico, em Brasília, e foi concluída em menos de uma hora.
Prisão domiciliar e apreensão de armas
Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março deste ano, ele está em prisão domiciliar humanitária, medida autorizada por Alexandre de Moraes inicialmente por 90 dias e posteriormente prorrogada para permitir a recuperação do ex-presidente de um quadro de broncopneumonia.
No último dia 3 de julho, Moraes determinou a manutenção da prisão domiciliar após o término do prazo inicial. Na mesma decisão, o ministro revogou o Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro e determinou “a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas”.
Na decisão, Moraes afirmou que a atual condição do ex-presidente é incompatível com a posse de armas de fogo e especificou o armamento que deveria ser entregue às autoridades.
Divergência sobre localização das armas
Em resposta ao STF, a defesa informou que, das dez armas relacionadas na decisão, duas haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto outras oito estariam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Após a manifestação, Moraes determinou que o Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal no prazo de 48 horas e que a corporação confirmasse a guarda das duas armas já recolhidas anteriormente.
Entretanto, no último domingo (6), o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas mencionadas pela defesa. Segundo os militares, apenas seis armamentos foram efetivamente entregues à Polícia Federal, o que abriu um novo capítulo na apuração sobre o paradeiro do restante do arsenal.
