Da Redação
A Polícia Civil da Bahia indiciou mais três suspeitos de envolvimento na venda ilegal da tirzepatida, medicamento utilizado no tratamento de diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana, vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC).
O caso é um desdobramento da Operação Peptídeos, deflagrada em 11 de março deste ano pelo DEIC, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon). Na ocasião, a ação resultou em quatro prisões em flagrante, nove prisões por determinação judicial e no cumprimento de 57 mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, cidades do interior da Bahia e também em São Paulo.
Após a análise do material apreendido durante a operação e o avanço das investigações conduzidas pela DRFR de Feira de Santana, a Justiça autorizou um novo mandado de prisão temporária. A ordem foi cumprida no dia 8 de maio no município, elevando para 14 o número total de presos na operação.
Nesta nova etapa da investigação, os três suspeitos foram formalmente indiciados pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Segundo a Polícia Civil, o tipo penal também inclui condutas como vender, distribuir, expor ao consumo ou armazenar medicamentos sem registro nos órgãos de vigilância sanitária ou de procedência desconhecida.
Por se tratar de uma prática que coloca em risco a saúde pública, o crime é classificado como hediondo, com pena prevista de 10 a 15 anos de prisão, além de multa.
As investigações apontam que os medicamentos eram comercializados sem prescrição médica, sem controle adequado de temperatura e sem garantias de autenticidade ou procedência dos laboratórios fabricantes.
A Polícia Civil informou ainda que continuará monitorando sites, redes sociais e estabelecimentos físicos para combater a comercialização irregular desses fármacos e desarticular a cadeia de distribuição ilegal.
O uso da tirzepatida ganhou popularidade nos últimos anos, principalmente nas redes sociais, devido à divulgação de seus efeitos relacionados ao emagrecimento. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos da utilização sem acompanhamento médico e da compra de produtos sem certificação sanitária.
