Da Redação
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Irmãos Metralha para desarticular um grupo suspeito de praticar roubo de celulares de alto valor, principalmente iPhones, em Salvador. A ação também cumpre mandados judiciais em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em maio e apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas voltadas aos roubos, receptação, ocultação e revenda dos aparelhos. As apurações também identificaram a utilização de contas bancárias para movimentar os valores obtidos com a atividade criminosa.
Segundo a corporação, a investigação revelou diferentes núcleos de atuação dentro do grupo. Entre eles, estão os responsáveis pelos roubos dos aparelhos, integrantes encarregados da receptação e comercialização dos celulares, pessoas que forneciam contas bancárias para movimentação financeira e suspeitos responsáveis por ocultar a origem ilícita dos equipamentos.
Ainda conforme a Polícia Civil, alguns dos investigados já respondem por crimes como homicídio, latrocínio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
Além da responsabilização dos envolvidos, a Operação Irmãos Metralha busca apreender celulares, documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações. O objetivo também é identificar novos integrantes da organização criminosa e interromper a atuação do grupo.
Ao todo, cerca de 120 policiais de unidades especializadas participam da operação, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).
Operação busca enfraquecer atuação de organização criminosa
As investigações da Polícia Civil indicam que o grupo mantinha uma estrutura organizada para garantir que os aparelhos roubados fossem rapidamente inseridos novamente no mercado, dificultando a identificação da origem ilícita dos produtos.
A ofensiva faz parte das ações de combate às organizações criminosas especializadas em crimes patrimoniais e à comercialização ilegal de aparelhos eletrônicos no estado.
