Da Redação
A Polícia Federal (PF) intimou Flávio Bolsonaro (PL) a entregar seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão também proíbe o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz. Os dois são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro. A informação é do site UOL.
Segundo a Polícia Federal, Flávio Bolsonaro e Tomaz dividiam uma conta bancária no Santander. O advogado foi alvo de busca e apreensão em agosto, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro proveniente de desvios de aposentadorias.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que recebeu a intimação após visitar o pai, Jair Bolsonaro. O senador declarou que cumprirá a determinação judicial, mas contestou a medida.
“Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou.
Na gravação, Flávio também criticou a atuação da Polícia Federal e disse que a decisão o impede de deixar o Brasil.
“A Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele. No meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição.”
A declaração faz referência a uma entrevista de Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal e irmão do senador, ao programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista americano Steven Crowder. Na ocasião, Eduardo sugeriu que Flávio deixasse o Brasil.
Na sexta-feira, Moraes já havia determinado o cancelamento do passaporte de Willer Tomaz. Como o advogado está fora do país, a medida somente terá efeito prático quando ele retornar ao território brasileiro.
As defesas de Flávio Bolsonaro e de Willer Tomaz negam as acusações.
Eleições
O texto original informa que Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teria obtido 51,79% dos votos, contra 48,21% do senador. Segundo o relato, Flávio havia terminado o primeiro turno com mais de dois milhões de votos de vantagem, mas não conseguiu manter a dianteira no segundo turno.
Ainda de acordo com o texto, o senador não reconheceu o resultado das urnas e questionou a condução do processo eleitoral. Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória de Lula, Flávio declarou:
“Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada pelos amigos do Lula no STF. Nossos fiscais do PL foram retirados da sala-cofre a partir do momento que essa decisão foi tomada”.
Posteriormente, o TSE desmentiu a declaração do senador sobre a retirada dos fiscais do partido.
No vídeo publicado nas redes sociais, Flávio voltou a questionar o processo eleitoral e a prorrogação do prazo de votação. “O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender e isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso”, afirmou.
O texto original atribui à Folha de S.Paulo, com base em dados do TSE, um levantamento segundo o qual apenas 34,3 mil votos teriam sido registrados após as 17h. Segundo o mesmo relato, Lula venceu Flávio por uma diferença superior a quatro milhões de votos.

