terça-feira, 4 agosto, 2026

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Policial militar é presa por morte de vendedor em bairro de São Cristóvão

Da Redação

Uma soldado da Polícia Militar investigada pela morte do vendedor de lanches Leonardo Gil Lima, de 33 anos, conhecido como “Léo Lanches”, teve o mandado de prisão temporária cumprido nesta terça-feira (4), no bairro da Pituba, em Salvador. A ação foi realizada de forma integrada pelas polícias Civil e Militar. A informação é do g1.

Segundo a Polícia Civil, a investigada é suspeita de ter efetuado o disparo que matou o comerciante durante uma ação policial ocorrida no bairro de São Cristóvão, em 23 de julho. Leonardo foi atingido por um tiro na Rua Lessa Ribeiro, chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações foram iniciadas logo após o crime e são conduzidas pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Durante a apuração, foram realizadas diligências no local, oitivas de testemunhas, análise das imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais envolvidos e solicitação de perícias complementares.

De acordo com a Polícia Civil, os exames periciais e o laudo elaborado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) permitiram identificar a arma de onde partiu o disparo que atingiu a vítima.

Com base nas provas reunidas durante o inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão temporária da policial. A medida foi autorizada pelo 2º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, com parecer favorável do Ministério Público.

Após o cumprimento do mandado, a soldado foi apresentada na sede do DHPP, passou pelos procedimentos legais e será encaminhada para uma unidade prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a motivação e a dinâmica do homicídio, além de apurar a eventual participação de outras pessoas no caso.

Caso gerou versões divergentes

A morte de Leonardo Gil Lima provocou grande repercussão e motivou manifestações de familiares e moradores de São Cristóvão.

Na ocasião, a Polícia Militar informou que equipes da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizavam patrulhamento quando foram recebidas a tiros por homens armados. Conforme a corporação, houve revide e, ao término da ocorrência, o comerciante foi encontrado baleado.

Familiares e testemunhas, porém, contestaram essa versão. Eles afirmam que Leonardo havia acabado de chegar do trabalho e foi atingido por um disparo efetuado por uma policial em frente à própria residência, sem que houvesse confronto no local.

Após o episódio, a Polícia Militar afastou os agentes envolvidos das atividades operacionais, instaurou procedimento administrativo e encaminhou as imagens das câmeras corporais para auxiliar as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da corporação.

Protestos após a morte

Nos dias seguintes ao homicídio, moradores de São Cristóvão realizaram protestos pedindo justiça pela morte de Leonardo Gil Lima. Durante as manifestações, um ônibus foi incendiado e o transporte público chegou a ser suspenso temporariamente no bairro.

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