segunda-feira, 12 outubro, 2026

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Policial suspeita de matar comerciante tem liberdade concedida pela Justiça

Da Redação

A soldado da Polícia Militar da Bahia Valdilene Nonato Santos França, investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, teve a liberdade concedida por decisão judicial no dia 2 de outubro. A informação foi confirmada pela Polícia Militar nesta segunda-feira (12). A informação é do site Correio*.

Leonardo, de 33 anos, foi baleado na cabeça durante uma ação policial na localidade de Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, em Salvador, no dia 23 de julho. O comerciante morreu menos de uma semana depois de inaugurar a própria lanchonete.

A policial foi presa temporariamente em 4 de agosto, durante uma ação integrada das polícias Civil e Militar, no bairro da Pituba, em Salvador.

A investigação ficou sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), com apoio da Agência de Inteligência do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo a Polícia Civil, o laudo pericial elaborado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificou a arma de onde partiu o disparo que atingiu o comerciante.

Durante a investigação, testemunhas foram ouvidas, imagens de câmeras corporais foram analisadas e perícias complementares foram solicitadas.

Na época da ocorrência, a Polícia Militar informou que equipes da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram recebidas a tiros por suspeitos e reagiram.

Após a troca de tiros, Leonardo foi encontrado ferido e socorrido para o Hospital Menandro de Faria, mas não resistiu.

Moradores, no entanto, contestaram a versão apresentada pela corporação e afirmaram que não houve confronto. Eles também relataram que o comerciante não tinha envolvimento com a criminalidade.

Protestos após morte

A morte de Leonardo provocou protestos no bairro de São Cristóvão. Na noite do ocorrido, moradores incendiaram um ônibus e bloquearam vias da região.

No dia seguinte, o transporte coletivo chegou a ser suspenso no bairro.

Após o caso, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia informou que acompanharia as investigações. Familiares do comerciante também se reuniram com representantes do governo estadual para cobrar esclarecimentos e discutir medidas de assistência.

Investigação

A apuração sobre a morte do comerciante contou com atuação conjunta das estruturas de investigação da Polícia Civil e da Polícia Militar. A perícia do DPT, segundo a Polícia Civil, foi utilizada para identificar a arma relacionada ao disparo.

A liberdade da policial foi concedida por decisão judicial em 2 de outubro. A Polícia Militar confirmou a informação nesta segunda-feira (12).

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