sexta-feira, 7 agosto, 2026

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Polícias civis registram 782 mil atendimentos a mulheres em 2025

Da Redação

As polícias civis contam atualmente com 585 unidades especializadas no atendimento às mulheres em todo o Brasil, segundo o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, com ano-base 2025. O levantamento reúne dados sobre estrutura, recursos humanos, serviços prestados e indicadores de atendimento da rede especializada.

Do total de unidades identificadas pelo estudo, 530 participaram da pesquisa, o equivalente a uma taxa de resposta de 90,6%. Entre as unidades que responderam ao levantamento, 495 são delegacias especializadas, sendo 282 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) exclusivas e 213 unidades de atendimento misto.

Divulgado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha, o diagnóstico apresenta informações sobre a distribuição das delegacias especializadas, o volume de atendimentos, a concessão de medidas protetivas de urgência e outros indicadores relacionados à capacidade de resposta da rede de proteção às mulheres.

Mais de 782 mil atendimentos

As unidades participantes registraram 782.474 atendimentos e 608.152 boletins de ocorrência em 2025. O levantamento também contabilizou 329.451 vítimas atendidas e 323.196 inquéritos instaurados.

Ao todo, foram solicitadas 302.626 medidas protetivas de urgência. O diagnóstico ainda registra a prisão em flagrante de 53.517 agressores e a apreensão de 2.539 armas de fogo legalmente registradas que estavam em posse dos autores das agressões.

A estrutura especializada conta atualmente com cerca de 6,2 mil profissionais em atuação em todo o país. O número representa crescimento de 19,8% em dois anos.

Apesar da ampliação do efetivo, o levantamento aponta desafios para o fortalecimento da rede de atendimento. Um dos principais é o funcionamento das unidades: 80% delas ainda não operam em regime de 24 horas.

Segundo o diagnóstico, o dado indica a necessidade de ampliar o acesso das mulheres aos serviços de atendimento e proteção, especialmente fora do horário regular de funcionamento.

Rede especializada

O estudo reúne indicadores destinados ao monitoramento e ao aprimoramento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres. Entre os dados analisados estão a evolução histórica da criação das unidades especializadas e a distribuição das delegacias e do efetivo policial em relação à população feminina.

O diagnóstico também apresenta informações sobre a adequação das Salas Lilás, a concessão de medidas protetivas de urgência e o perfil das principais ocorrências relacionadas à violência contra as mulheres.

A publicação permite ainda acompanhar a estrutura das unidades especializadas e identificar desafios para ampliar a capacidade de atendimento e proteção da rede em todo o país.

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