sábado, 25 julho, 2026

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Pouco conhecida, Doença de Peyronie pode provocar impotência sexual e deformidades

Da Redação

Dor durante a ereção, curvatura anormal do pênis, dificuldade nas relações sexuais e até impotência sexual podem ser sinais da Doença de Peyronie, condição que ainda é pouco conhecida, apesar de afetar milhões de homens. Especialistas alertam que o diagnóstico costuma ocorrer tardiamente porque muitos pacientes evitam procurar atendimento médico por constrangimento ou acreditam que as alterações são normais.

No mês em que é celebrado o Dia do Homem, profissionais da área da saúde reforçam a importância do diagnóstico precoce da doença, caracterizada pela formação de placas fibrosas no pênis. Essas alterações provocam deformidades durante a ereção e podem comprometer a função sexual, além de afetar a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes.

Em Salvador, a fisioterapeuta pélvica Patrícia Lordêlo explica que a doença pode evoluir de forma silenciosa e se agravar quando não há acompanhamento especializado.

“Muitos homens acreditam que as alterações são normais ou evitam procurar ajuda por constrangimento. Sem acompanhamento, a condição pode se agravar e comprometer a função sexual, a autoestima e a qualidade de vida”, afirma.

Segundo estudos citados pela especialista, a Doença de Peyronie atinge entre 3% e 10% da população masculina. No Brasil, a prevalência estimada é de aproximadamente 7%, o que representa milhões de homens, muitos deles sem diagnóstico devido à falta de informação ou de acompanhamento médico.

Entre os principais sintomas estão dor, curvatura progressiva do pênis, deformidades durante a ereção e redução do tamanho peniano. Em alguns casos, a doença também provoca dificuldade de ereção e de penetração, além de desencadear problemas emocionais, como ansiedade e insegurança.

Fundadora do Instituto Patrícia Lordêlo (IPL), a especialista ressalta que os sinais da doença não devem ser ignorados.

“Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações e preservar a função sexual”, alerta.

Homens ainda procuram menos atendimento médico

A baixa procura por consultas preventivas entre homens também contribui para o diagnóstico tardio da Doença de Peyronie. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres realizam consultas médicas e exames preventivos com maior frequência, enquanto os homens costumam buscar atendimento apenas quando os sintomas já estão mais avançados.

De acordo com Patrícia Lordêlo, o acompanhamento regular favorece a identificação precoce da doença e aumenta as possibilidades de tratamento.

“Com acompanhamento regular, muitos casos poderiam ser identificados e tratados precocemente.”

Ela explica ainda que a Doença de Peyronie é autolimitada e apresenta duas fases distintas: uma fase aguda, quando ainda ocorrem alterações espontâneas na angulação e nos sintomas, e uma fase crônica, marcada pela estabilização da deformidade e da disfunção.

Atendimento gratuito pelo SUS

Em Salvador, o tratamento da Doença de Peyronie pode ser realizado gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), no Instituto Patrícia Lordêlo (IPL), ampliando o acesso da população ao diagnóstico e ao atendimento especializado.

Sobre o Instituto Patrícia Lordêlo

Fundado em 2019 pela fisioterapeuta, professora e pesquisadora Dra. Patrícia Lordêlo, o Instituto Patrícia Lordêlo (IPL) atua na assistência e na pesquisa em saúde pélvica. Antes da criação do instituto, as atividades eram desenvolvidas na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, por meio do Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico (CAAP).

Com assistência 100% pelo SUS, o IPL possui cerca de 500 metros quadrados de área, distribuídos em 20 consultórios climatizados, acessíveis e equipados com tecnologias voltadas ao diagnóstico e ao tratamento individualizado de pacientes.

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