quinta-feira, 2 abril, 2026

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Prefeitura nega impacto nas UPAs e cobra Governo do Estado por 327 pacientes à espera da regulação

Da Redação

A Prefeitura de Salvador rebateu as informações divulgadas pelo Governo do Estado na quarta-feira (1º) e afirmou que a revisão do fluxo de avaliação vascular nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não representa interrupção no atendimento à população. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), trata-se de um ajuste em um procedimento complementar que não faz parte das atribuições diretas dessas unidades.

De acordo com o município, as UPAs são voltadas ao atendimento de urgência e emergência, com foco na estabilização clínica e no encaminhamento regulado para hospitais. A avaliação vascular especializada, segundo a pasta, foi incorporada como uma medida adicional para colaborar com a regulação estadual e agilizar a liberação de leitos.

Apesar disso, a SMS aponta que a estratégia não tem apresentado os resultados esperados. Mesmo com a etapa complementar, pacientes seguem aguardando transferência para unidades hospitalares. Atualmente, 327 pessoas permanecem nas UPAs municipais já reguladas e com indicação de internação, incluindo casos vasculares.

Na avaliação da Prefeitura, o cenário evidencia que o principal problema não está no fluxo adotado pelas unidades municipais, mas na oferta de leitos hospitalares sob gestão estadual. Os pacientes, segundo a pasta, já foram atendidos e estabilizados, mas continuam ocupando vagas de urgência por falta de transferência.

Diante desse quadro, a SMS decidiu revisar procedimentos que não integram o escopo das UPAs e que, na prática, não têm contribuído para reduzir o tempo de espera por internação. O objetivo, segundo o município, é manter o foco nas funções essenciais dessas unidades.

A Prefeitura reforçou que o atendimento segue garantido, com acolhimento, estabilização e inserção dos pacientes no sistema de regulação, conforme prevê o SUS. Também destacou que o funcionamento da rede depende da atuação conjunta entre Município e Estado, especialmente na disponibilização de leitos.

Por fim, a Secretaria Municipal da Saúde informou que mantém diálogo com a Secretaria Estadual da Saúde da Bahia (Sesab) para buscar soluções que ampliem a eficiência no atendimento à população.

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